Máquinas Polaroid regressam às lojas em 2010
15.10.2009 - 21:10 Por João Pedro Pereira
Os nostálgicos da fotografia instantânea têm um motivo para estar contentes: em plena era digital, as famosas máquinas Polaroid, capazes de produzir uma fotografia poucos instantes depois de esta ser tirada, estão prestes a ser reintroduzidas no mercado.
O consórcio Summit Global Group of Companies, que reúne empresas do sector e que tem uma licença para explorar a marca da falida Polaroid até 2014, anunciou esta semana o regresso, já em meados do próximo ano, das máquinas de revelação instantânea. A estratégia passa tanto por apelar aos nostálgicos, como por cativar jovens utilizadores.
A decisão do consórcio foi influenciada por um grupo chamado O Projecto Impossível, fundado por um empresário austríaco chamado Florian Kaps (que tem uma loja on-line de produtos Polaroid), a que se juntaram alguns cientistas holandeses – todos amantes da fotografia analógica. O grupo foi formado há menos de um ano, depois de a Polaroid ter apresentado falência (pela segunda vez na história da empresa) e ter decidido deixar de fabricar os cartuchos de fotografias usados nas máquinas.
Convencidos de que a massificação da fotografia digital cria um nicho de mercado capaz de ser alimentado pelos amantes da fotografia analógica, o grupo de Karp angariou fundos, criou uma empresa e negociou com a própria Polaroid a exploração de uma fábrica de cartuchos na Holanda. Agora, O Projecto Impossível vai fabricar os cartuchos que vão equipar as novas máquinas de fotografia instantânea.
Os anos recentes da história da Polaroid, fundada nos EUA em 1937, foram conturbados. A empresa apresentou falência em 2001, numa situação que muitos acreditam ter sido motivada por má gestão e falta de capacidade para prever os efeitos no mercado das máquinas digitais, não apenas baratas, mas também sem necessidade de serem carregadas com rolos ou cartuchos de fotos.
A empresa reestruturou-se, mas acabou por voltar a declarar falência em finais de 2008. Em Junho passado, o Summit Global Group of Companies comprou os direitos de exploração da marca, num negócio de cinco anos, ao longo do qual o consórcio espera conseguir 8700 milhões de euros de receitas.
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