Tráfico de armas: arguido em prisão preventiva é agente do Comando Metropolitano de Lisboa
28.03.2006 - 13:30 Por Lusa
O arguido no processo de tráfico de armas que ficou hoje em prisão preventiva é agente do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa e dono de uma espingardaria, avança a agência Lusa.
Os outros dois polícias e os dois civis que trabalham na PSP que são arguidos neste processo também trabalham no Comando Metropolitano de Lisboa.
Os três agentes da PSP envolvidos no caso têm cerca de 20 anos de serviço.
Entre os civis que trabalham na PSP está Celestino Soares, chefe de repartição no Departamento de Armas e Explosivos, que foi ouvido ontem à noite no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. Outro dos civis é "um funcionário administrativo".
Um dos cinco arguidos ouvidos hoje no Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa, no âmbito do processo de tráfico de armas, ficou preso preventivamente e os outros quatro estão suspensos de exercer funções públicas.
Quatro dos cinco arguidos saíram às 06h00 do Tribunal de Instrução Criminal, mas ficaram sujeitos à medida de coacção de suspensão de exercício de função pública.
Neste grupo de cinco arguidos estavam três elementos ligados à PSP, um armeiro e o ex-funcionário de um armeiro.
A PSP deteve na semana passada 29 pessoas, entre os quais vários agentes da corporação e armeiros, que estão a ser ouvidas desde sexta-feira no TIC por suspeita de envolvimento num esquema de tráfico de armas.
O processo já foi qualificado pelo director nacional da PSP, Orlando Romano, como "o mais grave de sempre" na instituição.
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