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Estudo

Rastreio identifica 38 por cento de pessoas em risco ou já com diabetes

10.11.2009 - 10:37 Por Lusa

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Trinta e oito por cento dos 1164 portugueses analisados na segunda fase da campanha de rastreios “Ganhar Saúde” apresentam “elevado risco de sofrer diabetes no futuro” ou têm já a doença, revela um estudo hoje divulgado em Lisboa.

Manuel Roberto (arquivo)

De acordo com os dados, 41 por cento dos rastreados apresentavam excesso de peso

O estudo, da Fundação Portuguesa de Cardiologia e da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, realizado entre Setembro e Novembro deste ano para o projecto “Ganhar Saúde”, avaliou 1164 utentes de 13 Unidades de Saúde Familiar e Centros de Saúde de todo o país.

De acordo com os dados, 41 por cento dos rastreados apresentavam excesso de peso, 34 por cento obesidade, 81,5 por cento um perímetro abdominal acima do recomendável, 19 por cento sabiam ser diabéticos e 17 por cento estavam “em alto ou muito alto risco de vir a sofrer diabetes nos próximos dez anos”.

Juntando estas duas últimas percentagens, os autores do trabalho concluem que 38 por cento dos rastreados “têm ou apresentam elevado risco de sofrer diabetes no futuro”. Com base nas análises de glicemia (açúcar no sangue) efectuadas, mais de 7,6 por cento dos rastreados foram “identificados como sofrendo de diabetes ou pré-diabetes sem o saberem”.

Segundo rastreio

Das pessoas convidadas a efectuar um segundo rastreio, por apresentarem indicadores de saúde desfavoráveis e por se comprometerem a alterar alguns hábitos de vida, como a diminuição do consumo de gorduras, maior ingestão de legumes e frutas e aumento da actividade física, 38 por cento compareceram entre quatro e seis semanas depois, já com alguns resultados após as alterações quotidianas.

Apresentaram uma redução média de 630 gramas no peso e um centímetro na cintura. As pessoas testadas foram maioritariamente mulheres (68,4 por cento) e tinham uma idade entre os 15 e os 57 anos. Mais de metade dos rastreados (58,8 por cento) tinham um perímetro abdominal de risco (102 centímetros para os homens e 88 para as mulheres), enquanto com perigo moderado (entre 94 e 102 cm para os homens e 80 a 88 cm para as mulheres) foram detectados 22,7 por cento.

A principal conclusão retirada pelos autores do estudo, que já vai na segunda fase (a primeira foi dedicada à pressão arterial sistólica), é de que “existe uma redução efectiva da primeira para a segunda visita, nos valores rastreados”. Para o coordenador nacional do projecto “Ganhar Saúde”, Luís Negrão, os resultados “reflectem que mesmo este tipo de população de alto risco, seguida em cuidados primários de saúde, pode melhorar os seus indicadores através de pequenas mudanças de hábitos e de comportamentos”, especialmente quando se usa uma metodologia adequada e mais dirigida.

O projecto “Ganhar Saúde” tem por objectivo alertar a população para a problemática da hipertensão, excesso de peso e redução do risco cardiovascular e metabólico, desafiando-a a reduzir peso e a mudar de hábitos. Nesta segunda fase da campanha, as duas Unidades de Saúde Familiar que recolherem os maiores donativos em peso irão receber um equipamento de análise da composição corporal por bioimpedância, que permite efectuar a avaliação fidedigna da massa gorda corporal, parâmetros utilizados no aconselhamento nutricional personalizado.

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Comentário + votado

Dizer a Verdade

Deve ser dito, mas não é, que a resolução da diabetes não tem a ver apenas ...

Francisco Tavares

10.11.2009 12:14

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