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Petição

Plataforma pró-referendo também quer debater adopção

10.11.2009 - 07:52 Por Maria José Oliveira

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A pergunta será esta: "Concorda que o casamento possa ser celebrado entre pessoas do mesmo sexo?" A Plataforma Cidadania e Casamento, movimento defensor da realização de um referendo sobre o casamento homossexual, divulgou ontem um manifesto no qual propõe uma formulação para a pergunta da consulta popular.

O próximo passo é a apresentação de 25 mandatários e seguir-se-á o processo de recolha de assinaturas. Em todo o país um grupo de voluntários irá apelar à subscrição do manifesto, uma vez que a petição não estará disponível na Internet. "O contacto pessoal provoca diálogo", justifica António Pinheiro Torres, director de campanha.

No texto Por um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo pode ler-se que a legalização do casamento homossexual "introduz uma alteração num instituto milenar" e produz mudanças de carácter "histórico e civilizacional" que reclamam uma consulta popular.

Atendendo à "consequência jurídica" do casamento homossexual - a adopção por casais do mesmo sexo -, os promotores exigem que o debate público equacione as duas matérias. Isto porque "o direito a adoptar" configura uma "inevitável" consequência jurídica do casamento, "com grave prejuízo do bem das crianças", lê-se no documento. Pinheiro Torres nota que "as duas questões estão ligadas, embora haja quem defenda que são distintas". A ausência de referências à adopção no programa do PS "é mais uma razão para que seja feito um referendo".

A Plataforma, nascida em Outubro último, durante uma reunião de cerca de 40 associações "ligadas às questões da família", congrega alguns dos nomes que mais se evidenciaram na defesa do "não" no referendo sobre o aborto. Nomeadamente Isilda Pegado, da Federação Portuguesa da Defesa da Vida, Pedro Vaz Pato e Alexandra Teté, da Associação Mulheres em Acção, e Pinheiro Torres, da Associação Juntos Pela Vida. "A mobilização [em torno da petição] terá a mesma dimensão, não tenho dúvidas sobre isso", assegura Pinheiro Torres.

Ao PÚBLICO, o jurista negou qualquer ligação da plataforma com a Igreja Católica e escusou-se a comentar a divisão do episcopado - alguns bispos entendem que a Igreja não deve declarar guerra ao Governo devido à eventual legalização do casamento homossexual, proposta pelo PS e pelo BE. "Na sociedade portuguesa há diversas vozes que defendem o referendo. E um ou dois bispos já falaram publicamente nesse sentido."

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http://publico.pt/1409142

Comentário + votado

grupo inútil

o casamento é uma instituição milenar? Onde é que leram isso?? O casamento ...

Mário

10.11.2009 10:04

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