Onda de violência no Rio de Janeiro faz pelo menos 12 mortos
28.12.2006 - 12:56 Por PUBLICO.PT
Uma série de ataques registada esta noite no Rio de Janeiro, contra autocarros e esquadras da polícia, fez pelo menos 12 mortos e 20 feridos.
Segundo a edição online da "Folha de São Paulo", a maioria das vítimas mortais estava num dos seis autocarros incendiados durante a noite, da empresa Viação Itapemirim, que transportava 28 passageiros. Os bombeiros conseguiram recuperar seis corpos, mas ainda não é conhecido o número total de vítimas.
Um dos passageiros, citado pelo jornal "O Globo", contou que o autocarro foi imobilizado por 30 homens. Um deles entrou, assaltou os passageiros e ateou fogo ao veículo. Algumas pessoas conseguiram fugir partindo os vidros do autocarro.
A Polícia Militar já deteve três homens, apontados por testemunhas como responsáveis pelo fogo posto. Segundo os media brasileiros, estes suspeitos teriam as mãos queimadas e não apresentaram justificações plausíveis para esse facto.
Na onda de violência morreram também dois polícias, uma vendedora ambulante e um homem cuja identidade ainda não foi determinada.
A autoria dos ataques coordenados em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo é geralmente atribuída às organizações criminosas que operam a partir do interior das prisões, a mais activa das quais é o Primeiro Comando da Capital, liderado por Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como "Marcola".
De acordo com a "Folha de São Paulo", há informações de que os ataques de hoje foram uma retaliação contra as acções de milícias formadas por polícias, ex-polícias, bombeiros e militares, que já expulsaram traficantes e ocuparam algumas favelas da cidade (ver link).
Restam 1200 caracteres
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.

