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Gripe A H1N1

OMS recomenda antivirais para grupos de risco

12.11.2009 - 14:05 Por Lusa

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A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de antivirais aos grupos de risco, incluindo grávidas e crianças com menos de dois anos, para prevenir as doenças graves e mortes associadas ao vírus da gripe A (H1N1).

Em audioconferência a partir de Genebra, Nikki Shindo, do programa global da gripe A da Organização Mundial de Saúde (OMS), explicou que as informações recolhidas e a experiência adquirida permitem recomendar a medicação para casos específicos.



"Uma forma de salvar vidas e aliviar o peso da doença nos sistemas de Saúde é prevenir doenças graves, daí a importância de um tratamento antecipado", começou por explicar.



Assim, a OMS afirma que as pessoas dos grupos de risco "precisam de ser tratadas com antivirais o mais cedo possível depois de manifestarem sintomas de gripe".



Nestes grupos de risco estão incluídas grávidas, crianças com menos de dois anos e pessoas com problemas de saúde.



Fora dos grupos de risco, quem tiver sintomas persistentes e os desenvolver de forma muito rápida também deve consumir antivirais, acrescentou. A especialista enumerou como sintomas as dificuldades respiratórias e a febre alta durante mais de três dias.



Para as pessoas que desenvolveram pneumonia, a OMS indica a necessidade de prescrição imediata de antivirais e antibióticos.



"Os casos de infecção moderada e a prevenção em pessoas saudáveis não devem passar pelo consumo de antivirais", reforçou.



Os médicos envolvidos no tratamento de casos graves em unidades de cuidados intensivos transmitiram à OMS que "pessoas chegaram demasiado tarde e mesmo as técnicas mais modernas não puderam salvar as suas vidas".



Segundo estes médicos, "tudo poderia ter sido diferente se tivesse havido consumo de antivirais".



As primeiras recomendações clínicas da OMS tinham sido mais "conservadoras" devido à falta de experiência nos efeitos dos antivirais e porque o acesso aos medicamentos era muito limitado.



A OMS também está a apoiar a distribuição de antivirais a países mais pobres e que não podem responder às necessidades das populações.



Em Maio, no início da pandemia, tinha já apoiado 72 países, apoio que agora estendeu ao Afeganistão, Mongólia, Bielorrússia e Ucrânia. Brevemente, serão enviados medicamentos para o Azerbeijão e Cazaquistão.



A OMS está a colaborar com novos parceiros para responder às necessidades de antivirais nos países em desenvolvimento, onde, segundo as estimativas, quatro por cento da população está incluída em grupos de risco.



A especialista relembrou que a "vasta maioria" das pessoas com o vírus H1N1 "recuperou sem medicação e sem internamento" e que apenas o médico pode aconselhar o consumo de antivirais.



Nikki Shindo referiu ainda que o vírus é bastante estável, tal como o padrão da doença. Da informação geral recolhida no Hemisfério Sul, onde terminou o Inverno, o internamento é maior em crianças abaixo dos dois anos de idade.



Na população adulta, os internamentos têm acontecido, sobretudo, na faixa etária dos 22-35 anos e os casos mais graves da doença registam-se normalmente entre os 35-45 anos.



Outro grupo com quatro a cinco vezes maior risco de hospitalização são as grávidas, lembrou, acrescentando que o terceiro grupo com maior risco é o dos doentes crónicos, em especial os que sofrem de doença obstrutiva dos pulmões, incluindo asma.

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