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ANF fala em "retrocesso" do mercado de genéricos

Medicamentos: farmácias acusam Governo de omitir realidade sobre redução dos preços

19.09.2005 - 17:55 Por Lusa

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O presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), João Cordeiro, acusou hoje o Ministério da Saúde de "fazer política" com a redução do preço dos medicamentos e de "omitir" que vai ser anulada pelas mudanças nas comparticipações.
Segundo o Governo, o fim da comparticipação de dez por cento nos genéricos acarretará um aumento de quatro por cento para os consumidores Segundo o Governo, o fim da comparticipação de dez por cento nos genéricos acarretará um aumento de quatro por cento para os consumidores (José Caria/PÚBLICO (arquivo))

Em conferência de imprensa, o presidente da associação patronal das farmácias, João Cordeiro, sublinhou que a descida de seis por cento no preço dos medicamentos, legalmente em vigor desde quinta-feira, não vai significar uma redução dos montantes que os portugueses pagam nas farmácias. Isto porque terminou a comparticipação de dez por cento que o Estado suportava no preço-base dos genéricos e os medicamentos até agora comparticipados a 100 por cento passaram a sê-lo em 95 por cento, com algumas excepções.

"Para os milhares de doentes crónicos que não pagavam nada, o abaixamento no preço nada significa porque agora têm de pagar pelos medicamentos", acrescentou João Cordeiro.

Afirmando que o Ministério da Saúde "adoptou as medidas da indústria farmacêutica" - que tem defendido o fim do acréscimo de dez por cento na comparticipação dos genéricos -, João Cordeiro asseverou que esta medida vai custar mais 30 por cento aos doentes, que irão gastar mais quatro milhões de euros por semestre.

Contas colocadas de forma diferente das apresentadas hoje pelo secretário de Estado da Saúde que, num encontro com jornalistas, afirmou que o fim da comparticipação estatal de dez por cento em todos os genéricos acarretará um aumento de quatro por cento para os consumidores.

Segundo Francisco Ramos, esse aumento deverá sentir-se quando a descida de seis por cento no preço de todos os medicamentos estiver "completamente generalizada", o que deverá acontecer no final de Outubro.

Até agora, além da comparticipação resultante do Sistema de Preços de Referência - que determina o apoio do Estado nos medicamentos com alternativa genérica em função do preço do genérico mais caro no mercado -, os genéricos beneficiavam também de um acréscimo de dez por cento sobre este valor.

Os genéricos usufruem também de uma comparticipação acrescida de 25 por cento para os doentes reformados com rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional, que se mantém, segundo a legislação em vigor, até ao final do ano.

Para João Cordeiro, as medidas com que o Governo avançou no sector dos medicamentos vão significar "um retrocesso" do mercado de genéricos. Além de que, realçou o responsável da ANF, "num momento em que pela primeira vez - o que é muito positivo -, o Ministério das Finanças vai disponibilizar ao Ministério da Saúde um orçamento realista, não existe necessidade deste tipo de medidas", cujas "vantagens ponho francamente em dúvida", concluiu o responsável.

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Vergonha

é sempre a roubar os que mais necessitam. Este é considerado o nosso 1º ministro mais mentiroso da ...

Anónimo

20.09.2005 07:31