Grávida de 34 semanas perde bebé três dias depois ter sido vacinada contra Gripe A
15.11.2009 - 21:41 Por Lusa
Uma grávida de 34 semanas perdeu o bebé no sábado, três dias depois de ter sido vacinada contra a gripe A(H1N1). Os familiares suspeitam que os dois factos estejam ligados, mas o hospital diz não ser possível estabelecer essa relação.
João Romacho, cunhado da mulher de 31 anos, natural de Alegrete, Portalegre, disse à Lusa que, depois de na quarta-feira ter sido vacinada contra a gripe A (H1N1), a grávida começou a queixar-se de dores no corpo e mal-estar geral, estranhando que o bebé ora se mexesse mais do que o normal, ora não se mexesse.
“No sábado de manhã [a grávida] foi ao Centro de Saúde de Portalegre, onde a médica que a assistiu verificou que o batimento cardíaco do feto era baixo, mas existia, e aconselhou-a a ir para casa e a voltar no dia seguinte para ver como estava”, disse João Romacho.
A mulher acabaria por recorrer ao Hospital de Portalegre por volta do meio-dia de sábado, onde ficou a saber que o coração do feto tinha parado.
João Romacho lembrou que os médicos afastaram desde logo a hipótese de a morte do feto estar relacionada com a vacina, mas os familiares da mulher desconfiam que possa haver uma ligação.
“Não podemos dizer que tenha sido da vacina até porque anteriormente já tinha havido um episódio em que o batimento cardiaco do bebé estava muito acelerado, mas claro que depois de ter tomado a vacina... deixa-nos intrigados e com interrogações. A realidade é que a partir daí [da vacinação] se desenvolveram uma série de reacções”, disse o familiar.
O familiar acredita que “existem indícios fortes” de que a vacina poderá ter influenciado ou agravado eventuais problemas que já existissem com o feto.
João Romacho adiantou ainda que os familiares aguardam agora pelos resultados da autópsia ao feto e reclamam explicações dos médicos que acompanharam a mulher ao longo da gravidez para apurar se houve responsabilidades.
O Hospital de Portalegre confirmou esta noite, em comunicado, que a grávida foi atendida no sábado nos serviços por “diminuição dos movimentos fetais”, tendo ficado internada por suspeita de morte fetal, “embora se encontrasse clinicamente bem”.
“Após a realização de exames confirmou-se a morte do feto. A mãe tinha sido vacinada contra o vírus H1N1 no dia 10 deste mês. No entanto, não é possível estabelecer uma relação causal entre a vacinação da grávida e a morte do feto”, refere o comunicado.
A direcção do hospital lembra ainda que a ocorrência de “nados-mortos em Portugal, sem causa prévia, é, em média, de um por dia”.
Restam 1200 caracteres
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.

