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Especialistas: grávidas têm dez vezes mais riscos de complicações com gripe A

14.11.2009 - 15:12 Por Lusa

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As mulheres grávidas têm dez vezes mais riscos de terem complicações de saúde ou mais riscos de morrer com a gripe A (H1N1) do que as pessoas não grávidas e por isso devem vacinar-se, alertaram hoje especialistas.

Num debate sobre a pandemia da Gripe A, que decorreu hoje no âmbito do XXV Congresso de Pneumologia em Albufeira, Algarve, vários especialistas fizeram hoje a apologia da vacinação dos médicos e outros grupos de risco como crianças e grávidas para combater a gripe A (H1N1).

O médico Filipe Froes defendeu a vacinação nos médicos e outros grupos de risco e alertou que as “grávidas têm um risco dez vezes superior de ter complicações, necessidade de internamento, morbilidade e mortalidade em relação à pessoa não grávida”.

Estudos realizados em países anglo-saxónicos do hemisfério sul e no norte, como a Nova Zelândia, Canadá e Austrália, já quantificaram o risco acrescido que representa a infecção da gripe A para as grávidas, para os obesos e para os doentes asmáticos, revelou Filipe Froes.

O médico explicou também que as pessoas obesas têm um risco seis vezes superior em relação a uma pessoa normal de terem complicações se forem infectadas com a gripe A e que o doente asmático tem um risco três vezes superior.

O médico pneumologista Filipe Froes apelou hoje à vacinação de todos os médicos por estarem na “linha da frente” de combate à pandemia da gripe A e porque é a forma de protegerem os seus familiares e “evitarem transmitir a doença àqueles que estão sob a sua responsabilidade”.

Também o médico especialista António Dinis apelou à vacinação dos grupos de risco observando que é segura e eficaz.

“A vacina é eficaz, todos os estudos apontam para que ela seja eficaz, provavelmente bastará apenas uma dose, num conjunto alargado de pessoas saudáveis (não idosos, nem crianças), e a vacina é segura”, defendeu disse António Dinis, que apresentou uma conferência intitulada “Vacinar ou não?”.

Para aquele especialista, os efeitos secundários da vacina H1N1 são “exactamente os mesmos” da vacina da gripe sazonal, ou seja, são sobretudo reacções locais no sítio onde é feita a administração”.

“Nem todas as pessoas terão necessidade de serem vacinadas”, observou o médico António Dinis, contudo aquelas pessoas que têm um risco maior para terem complicações em relação à gripe A “devem ser vacinadas porque ninguém está protegido em relação a esta nova estirpe de gripe”, esclareceu.

Os estudos apresentados hoje no XXV Congresso de Pneumologia vêm corroborar a necessidade que aqueles grupos populacionais se vacinarem de acordo o calendário que os punha em primeiro lugar para serem vacinados.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou hoje que Portugal tem vacinas contra a gripe A em “stock”, devendo os pais de crianças saudáveis dos seis aos dois anos contactar os centros de saúde para saberem quando as podem vacinar.

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