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Balanço positivo da operação Consumidor Protegido

ASAE surpreendida com taxa de incumprimento no sector dos serviços

15.03.2007 - 20:11 Por Joana Amaral Cardoso

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A maior surpresa da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) durante a operação Consumidor Protegido, que decorreu hoje, foi o elevado número de autos levantados no sector dos serviços.

Rui Gaudêncio/PÚBLICO

Foram fiscalizados 1313 operadores e instaurados 240 processos de contra-ordenação

“Encontrámos muitos consultórios dentários sem livro de reclamações e sem afixação de preços”, disse o presidente da ASAE, António Nunes, que referiu que o mesmo tipo de infracções foi detectado em cabeleireiros. “Teremos de estar mais atentos ao sector”, onde “há uma elevada taxa de incumprimento”.

Os inspectores da ASAE encerraram esta tarde o hotel Sun Park, em Oeiras, e o proprietário foi constituído arguido por desobediência continuada. O estabelecimento já tinha ordem para encerrar da Direcção-Geral de Turismo e da entretanto extinta Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) desde 2005, por falta de licenciamento. A ASAE ditou também o encerramento de 15 padarias por falta de condições de higiene e instaurou um processo-crime, além de ter efectuado duas detenções.

Foram fiscalizados 1313 operadores (101 padarias, 565 viaturas, 585 serviços) e foram instaurados 240 processos de contra-ordenação devido às irregularidades encontradas.

Do total das inspecções, a taxa de incumprimento foi de 18,3 por cento, “mais baixa do que a média do ano passado” (38 por cento), assinalou António Nunes. O secretário de Estado da Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, disse que há hoje “menos situações” que dão origem a contra-ordenações, o que considera ser um sintoma do trabalho da ASAE no seu primeiro ano de existência.

A operação, a maior de sempre do organismo por ter posto em campo todos os seus 285 inspectores, espalhou-se por 88 localidades desde as 00h até às 16h de hoje. Os alvos – transportes, alimentos, serviços controlo de produtos nas grandes superfícies e supermercados - foram escolhidos em função das indicações de incumprimento deixadas pelos próprios consumidores, explicou António Nunes, que vincou a importância das queixas dos utentes nos livros de reclamações e através do e-mail da ASAE. Também o secretário de Estado Fernando Serrasqueiro recordou que o alargamento da obrigatoriedade do livro de reclamações está a ajudar a identificar “quais as áreas mais críticas” e a potenciar “um salto do número” de queixas por parte dos consumidores.

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Está mais que provado que nós não fazemos ideia do...

Está mais que provado que nós não fazemos ideia do País real que temos... Náo fazemos ideia do que ...

Anónimo

16.03.2007 09:29

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