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Autarca critica iniciativa da actual direcção

Rui Rio: alterações aos regulamentos do PSD "abrem porta à lavagem de dinheiro"

09.03.2008 - 17:42 Por Lusa, PÚBLICO

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Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto e antigo secretário-geral do PSD, classifica de "graves e perigosas" as alterações aos regulamentos internos do partido, aprovadas ontem em conselho nacional, considerando que abrem a “porta à lavagem de dinheiro".

Paulo Ricca (arquivo)


"Para quem dela necessitar, o pagamento das quotas em notas e sem controlo centralizado abre uma primeira porta à lavagem de dinheiro ao nível do financiamento partidário", afirmou o autarca, em declarações à Lusa.

Esta é a segunda vez que Rui Rio critica abertamente a liderança de Luís Filipe Menezes, depois de ter questionado as posições do PSD quanto à alteração da lei eleitoral autárquica.

O antigo secretário-geral do PSD, autor das reformas que levaram à criação dos regulamentos financeiro e de admissão de militantes, o pagamento das quotas em numerário “só pode ser ilegal em face da lei vigente”.

Contudo, adverte, “no estado de degradação em que o regime se encontra, não deverá ser muito difícil à direcção do PSD encontrar uma zona de convergência com alguns sectores do PS para mudarem a lei”. Se tal acontecer, acrescenta, isso contribuirá para “um regresso ao passado”.

Para Rio – que esteve à frente da estrutura social-democrata durante a liderança de Marcelo Rebelo de Sousa (1996-97) – o passo dado pela direcção social-democrata inverte a tendência “de rigor e transparência” das recentes revisões da lei do financiamento dos partidos.

O autarca explica que “para haver transparência no financiamento dos partidos é preciso que todas as verbas que entram tenham um registo que identifique perfeitamente a sua proveniência”. “Quando a entrega é em dinheiro pode-se sempre declarar a proveniência que muito bem se entender porque não é possível provar o quer que seja”, defende Rui Rio.

Entre as várias alterações aprovadas ontem no conselho nacional, está uma disposição que repõe a possibilidade de os militantes pagarem as quotas em dinheiro e permitir que as quotas em atraso possam ser pagas até ao dia das eleições. A medida foi abertamente criticada numa carta assinada por dez antigos secretários-gerais, que exigiram um debate sobre a matéria e o adiamento da votação – recusado pelo conselho nacional.

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Me engana, vai

Quem não tem dinheiro para ter uma conta bancária também não devia ter de pagar cotas. Para mim o ...

Francisco

24.03.2008 14:13

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