• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Em Bruxelas está tudo tranquilo
  • Vacina da gripe A - lucidez ou paranóia? A escolha é sua
  • Talk-show de Oprah vai acabar em 2011

Comemorações do 10 de Junho

Presidente da República defende debate sereno sobre Europa

10.06.2005 - 20:24 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O Presidente da República defendeu hoje a promoção de uma discussão serena sobre o futuro da Europa, lamentando que questões de conjuntura política interna, medos, ressentimentos nacionais e querelas partidárias estejam a "dominar o debate e orientar opções", quando "deveriam ser irrelevantes para uma discussão coerente acerca do futuro da Europa".

João Abreu de Miranda/Lusa

Jorge Sampaio: "Temos de enfrentar os problemas e agir profundamente e sem demora"

Durante o seu discurso por ocasião do 10 de Junho, Jorge Sampaio caracterizou, em Guimarães, o momento actual como "um tempo de incerteza e de pessimismo, em Portugal e na Europa", mas realçou que "o pessimismo é mau conselheiro",

"Temos de transformar o tempo de incerteza num tempo de confiança e de esperança. Precisamos de não nos submeter às ladainhas dos profissionais da desgraça para podermos recuperar o espírito e a vontade indispensáveis para transformar a crise e a incerteza em oportunidades de mudança", frisou.

Para o chefe de Estado, os portugueses terão sido "surpreendidos por um breve momento de cansaço ou de desatenção", mas agora têm de "recuperar forças e voltar a ousar", para descobrir, novamente, o sentido profundo do seu sentido colectivo.

Jorge Sampaio explicou que quis regressar a Guimarães no seu último 10 de Junho como Presidente da República porque a cidade simboliza o princípio de Portugal como Estado soberano e independente.

"Alguns já disseram que a obra que, no passado, realizámos foi porventura excessiva para a nossa dimensão. Mas foi ela que nos fez ir além dos nossos limites", frisou.

"Temos de enfrentar os problemas e agir profundamente e sem demora”

O Presidente da República lamentou que, nos últimos anos, Portugal não tenha conseguido "definir bem" as estratégias indispensáveis para se adaptar rapidamente às mudanças pós-Guerra Fria, "que se aceleraram, com forte intensidade, desde o 11 de Setembro".

"Não conseguimos ultrapassar o peso das forças corporativas e dos interesses instalados que bloqueiam, por exemplo, a modernização das instituições democráticas, do sistema judicial, da universidade ou das próprias estruturas empresariais e produtivas", referiu.

"Temos de enfrentar os problemas e agir profundamente e sem demora", sublinhou Sampaio, para quem "as medidas para combater o défice do Estado são indispensáveis".

Para o chefe de Estado, "é possível aumentar a carga fiscal e, simultaneamente, aumentar a produtividade e a competitividade da economia portuguesa", mas é necessário também reduzir a despesa, para que o Estado dê o "exemplo" aos cidadãos.

Após o discurso de Jorge Sampaio, foram entregues 57 das 59 condecorações previstas, tendo faltado à entrega, por ausência no estrangeiro, o treinador de futebol José Mourinho e a família do combatente anti-fascista José Rabaça.

  • 2 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1225510

Comentário + votado

debate?

creio que os debates em Portugal não esclarecem ninguém! expliquem o que é isso da dita ...

Anónimo

10.06.2005 22:29

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.