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Jantar-comício em Lisboa com mais de mil pessoas

Portas endurece discurso contra extrema-esquerda

25.09.2009 - 07:23 Por Sofia Rodrigues

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O discurso do jantar-comício do líder do CDS-PP foi grande parte dedicado a fortes críticas ao Bloco de Esquerda. Paulo Portas começou por perguntar qual o país que foi governado pelas ideias da esquerda. “Quanto ao PCP, era nos países de Leste, caiu o muro e ninguém que viveu sob a ditadura quis voltar a viver lá. Quanto aos outros, houve um país – a Albânia – era o mais miserável da Europa, espalharam a miséria. Até um museu do ataísmo tinham”, disse Paulo Portas, perante 1060 pessoas, em Lisboa.

Adriano Miranda (arquivo)

Portas defende que o aumento de impostos “atrasa a saída da crise"

O ataque ao Bloco de Esquerda - partido que tem aparecido à frente do CDS nas sondagens - começou pela criminalidade. Portas acusou a esquerda de ser conivente com “injustiça social”: “Os que ganham menos vivem nos bairros com mais violência e mais insegurança, os outros podem viver em condomínios fechados”.

Criticando a desculpabilização do criminoso, Portas deixou um desafio aos dirigentes da esquerda, em particular a Francisco Louçã. “Já se sabia que ele não frequentava as peixeiras, não era mau que ele fosse ver a insegurança na Amadora, Sintra, Loures, Odivelas, ver a desmotivação da polícia, a liberdade com que os delinquentes andam e o medo que as pessoas, sobretudo os mais idosos, têm a partir de certas horas da noite”.

Quanto às propostas da esquerda para a economia, Portas defende que o aumento de impostos “atrasa a saída da crise e retrai o investimento e torna Portugal um país menos competitivo: com nacionalizações, os estrangeiros deixam de investir cá”.

No mesmo tom, António Pires de Lima, presidente do Conselho Nacional também apelou ao voto no CDS como forma de evitar um regresso aos tempos do PREC. “Só o voto no CDS pode determinar que o próximo Governo não esteja influenciado decisivamente pelo Bloco de Esquerda”.

Entre outras figuras do partido, o jantar contou com a presença de Nogueira de Brito, Celeste Cardona, Luís Queiró e Rosado Fernandes, além da cabeça de lista por Lisboa, Teresa Caeiro, o cabeça de lista por Setúbal, Nuno Magalhães, o líder parlamentar Mota Soares e o deputado europeu Nuno Melo.

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Comentário + votado

Sempre gostava de saber onde é que o Paulo Portas foi buscar essa história do Bloco de Esquerda e ...

JB

28.09.2009 03:44

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