Paulo Portas considera que o "centrão anda em movimento"
29.08.2009 - 19:44 Por Lusa
O líder do CDS/PP, Paulo Portas, afirmou hoje que “o centrão anda em movimento”, na sequência dos comentários do antigo ministro Joaquim Pina Moura sobre o programa eleitoral do PSD.
“Esta semana vi o professor Deus Pinheiro fazer um elogio ao PS, agora vejo o Dr. Pina Moura fazer um elogio ao PSD. Cheira-me que o centrão, o bloco central, anda em movimento”, afirmou aos jornalistas durante uma visita a Penedono, no Norte do distrito de Viseu.
E avisou: “Mas com o bloco central o país não sai da cepa torta, ficamos como estamos”.
O antigo ministro das Finanças do Governo de António Guterres disse ao semanário Expresso que considera o programa eleitoral do PSD “mais duro e mais focado” do que o do PS.
O líder democrata-cristão percorreu hoje as ruas de Penedono, onde distribuiu beijos e abraços e garantiu aos jornalistas que não evitará estes contactos com receio de contágio da gripe A H1N1.
“Um político deve ser autêntico e, portanto, deve falar com as pessoas naturalmente. Não tenho receio, cumpro o que as autoridades disserem, e sinto-me muito bem a fazer campanha”, acrescentou.
Paulo Portas frisou que o CDS/PP tem “a grande vantagem de fazer uma campanha que é natural: as pessoas que se aproximam de nós, as que nos apoiam, dão-nos força, e são muitas, as que têm dúvidas fazem-nos perguntas, as que nos pedem ajuda eu se puder ajudar ajudo, as que têm críticas a fazer, também as fazem”.
Disse ter orgulho por ser presidente do partido que menos gasta em campanha e, ao mesmo tempo, “o que mais trabalhou”.
“Trabalhar muito e gastar pouco é uma boa atitude de um partido na situação em que Portugal está. O país tem falências, muita gente no desemprego, a lavoura abandonada, pensionistas muito pobres, jovens a pensarem emigrar porque esta terra não lhes dá oportunidades, e os partidos vão esbanjar dezenas de milhões de euros para porem cartazes? Mas alguém se convence com um cartaz?”, interrogou.
Questionado sobre o facto de ser o primeiro a enfrentar o primeiro-ministro, José Sócrates, nos debates televisivos (a 02 de Setembro), Paulo Portas assegurou que se sente “bem”.
“Aceito o sorteio como aceitei os debates. Acho que é uma atitude democrática saber discutir com os outros com respeito, ouvir as opiniões deles, tentar demonstrar que as nossas podem ser melhores para o país”, afirmou, sublinhando estar “pronto para debates”.
Paulo Portas, defendeu ainda que as pensões mais baixas devem ser melhoradas deslocando do Rendimento Mínimo o dinheiro que está atribuído àqueles que apenas querem “viver à custa do contribuinte”.
Na visita ao concelho de Penedono, Paulo Portas afirmou que a sua “primeira disposição em termos sociais é melhorar as reformas dos idosos - as rurais, as sociais e as mínimas - deslocando uma parte daquilo que actualmente está no Rendimento Mínimo”.
Paulo Portas disse aos jornalistas que muitas pessoas questionarão: “mas se pretende melhorar as pensões de um milhão de pensionistas, onde é que vai buscar o dinheiro para não agravar o desequilíbrio financeiro”?
“Vou deslocar uma parte do que está no Rendimento Mínimo. Prefiro apoiar quem trabalhou toda a vida do que quem às vezes abusa do Rendimento Mínimo, porque não quer trabalhar, mas quer viver à custa do contribuinte”, respondeu de seguida.
Na sua opinião, “para esses casos o Rendimento Mínimo não deve dar”.
“O dinheiro que aí se vai buscar é aplicado em pensões, porque essas sim, eu tenho a certeza de que são dadas a pessoas que trabalharam a vida inteira. Isto é uma grande diferença entre o CDS e qualquer outro partido”, frisou.
O líder democrata cristão disse que pretende também dar mais apoio aos idosos “do ponto de vista de serviços, através das Instituições Particulares de Solidariedade Social”.
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