• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Intersindical apresenta queixa contra spot da rádio pública que acusa de "atitude de subserviência" ao Governo

Novo anúncio da Antena 1 é ataque ao sindicalismo, diz CGTP

20.03.2009 - 11:30 Por Maria Lopes

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A RTP está a emitir um spot publicitário de promoção à informação da rádio Antena 1 que contém críticas negativas sobre as manifestações. O anúncio vai motivar uma queixa formal da CGTP ao Conselho de Opinião da RTP, estando a central sindical a analisar também levar o caso a outras entidades de regulação.

O anúncio de meio minuto mostra carros parados e, num deles, com o rádio ligado na Antena 1, a jornalista Eduarda Maio - uma das principais vozes da rádio pública e autora do livro Sócrates: O Menino de Ouro do PS, a biografia autorizada do primeiro-ministro lançada em 2008 - diz ao condutor que há ali uma manifestação. Quando este lhe pergunta contra quem é o protesto, Maio responde--lhe que é contra ele e "contra quem quer chegar a horas".

"Isto não é apenas uma crítica velada; é um ataque expresso ao sindicalismo", acusa o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, dizendo ainda acreditar que só "por pura coincidência a voz off do anúncio é a da autora do livro de valorização do primeiro-ministro". Eduarda Maio já foi protagonista da anterior campanha da Antena 1, em que se sentava ao lado dos ouvintes para simbolizar a proximidade da estação com o auditório.

Carvalho da Silva lembra que o direito de manifestação é um direito constitucional. "A concepção individualista apresentada no spot não configura a missão de serviço público a que a rádio pública está adstrita, antes parece reflectir uma atitude de subserviência a posições de incómodo manifestadas pelo Governo relativamente à contestação das suas políticas."

Já João Proença, secretário-geral da UGT, ainda não viu o anúncio mas critica os termos empregues: "Nesses termos o anúncio é infeliz e põe em causa um direito fundamental que é o direito de manifestação", disse ao PÚBLICO. Até ontem à noite não fora feita qualquer queixa junto dos provedores da rádio e TV públicas.

Nos últimos dias, CGTP e Governo trocaram recados sobre a manifestação que, na última sexta-feira, juntou 200 mil pessoas em Lisboa contra as políticas económicas e sociais do Governo. O número não impressionou José Sócrates, que lamentou que "manifestantes e dirigentes tivessem enveredado pelo insulto".

  • 2118 leitores
  • 31 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1370090

Comentário + votado

Miguel,Lisboa

E quem é que defende os que não estão sindicalizados, não são funcionários públicos e não colaboram ...

Miguel Castro

23.04.2009 20:00

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.