Ministro desmente pagamentos em atraso a agricultores apontados pelo CDS
25.02.2008 - 16:27 Por Lusa
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, desmentiu hoje as acusações do líder do CDS-PP de que há pagamentos em atraso a agricultores, acusando Paulo Portas de ter "calotes políticos, que são dívidas de explicações que ele não dá aos portugueses".
Paulo Portas acusou ontem o ministro da Agricultura de estar a praticar uma "política de calote" com os agricultores e apelou ao Governo para saldar vários pagamentos em atraso desde Novembro de 2007 relativos a medidas agro-ambientais, indemnizações compensatórias, apoios à produção e ainda outros relativos à área florestal.
"Devia estudar os dossiers", respondeu hoje Jaime Silva, à margem de uma visita a Castelo Branco. "Como não tem críticas à política para a agricultura, vai criticando onde não tem base nenhuma, invocando dívidas", acusou ainda o membro do Governo.
De acordo com Jaime Silva, foram pagos, "até Dezembro do ano passado, 990 milhões de euros” e o ministério prepara-se “para pagar mais 130 milhões de euros até dia 15 de Março”, sublinhando que “os prazos de pagamento de todo este dinheiro era até 30 de Junho de 2008”. “Portanto, não estamos atrasados. Não há calotes aos agricultores", reforçou.
"Agora, o doutor Paulo Portas tem calotes políticos, que são dívidas de explicações que ele não dá aos portugueses", continuou Jaime Silva, numa alusão aos casos Portucale, venda do Casino de Lisboa e documentos que o actual líder dos democratas-cristãos copiou ao deixar o Governo. "Houve dois ministros do CDS, do Governo anterior, que assinaram despachos depois de perderem eleições e publicaram-nos com efeitos retroactivos. Refiro-me ao caso Portucale. É bom que o doutor Paulo Portas explique aos portugueses que avaliação política faz deste comportamento", refere.
"São explicações devidas. São calotes políticos e esses são os mais importantes em democracia. Um político que pretende ter sentido de Estado ou que pelo menos andou a vender essa imagem como o doutor Paulo Portas tem explicações que ainda não deu e tem que dar", concluiu o ministro da Agricultura.
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