• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Cargo fica nas mãos do ministro das Finanças

Manuel Pinho é o sexto ministro a sair do Governo

02.07.2009 - 20:54 Por Romana Borja-Santos, com Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O que têm Campos e Cunha, Freitas do Amaral, António Costa, Isabel Pires de Lima e Correia de Campos em comum com Manuel Pinho? Foram todos ministros “remodeláveis” do Governo de José Sócrates. Com a demissão de hoje do ministro da Economia eleva-se para seis o número de saídas das principais pastas do Governo, mas se tivermos em conta todas as mudanças contabilizam-se sete: Luís Amado trocou a Defesa pelos Negócios Estrangeiros.

Nuno Ferreira Santos

A imagem que provocou a demissão

A demissão do ministro da Economia concretizou-se hoje, a pedido do próprio, na sequência de um incidente durante o debate sobre o estado da Nação que teve lugar na Assembleia da República. Em causa esteve um gesto: Manuel Pinho colocou os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP.

Recentemente, o agora ex-ministro da Economia entrou também na polémica que envolvia Paulo Rangel, cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias, e Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo (AIECP), ao aconselhar o candidato social-democrata a comer farinha Maisena para “chegar aos calcanhares” de Basílio Horta.

"Há uma coisa que temos de recusar liminarmente, é que os ministros portugueses tenham passado à política de agressão verbal. Porque estão com agressões verbais sem contestarem nada do que eu digo, limitam-se a pôr-me nomes", acusou Paulo Rangel, na altura, perante as declarações que levaram o próprio candidato socialista ao Parlamento Europeu, Vital Moreira, a demarcar-se das mesmas.

Mudanças

Recorde-se que a primeira remodelação no actual Governo ocorreu em Julho de 2005, 130 dias após a tomada de posse do Governo, com a substituição de Campos e Cunha por Fernando Teixeira Santos no cargo de ministro de Estado e das Finanças - o quarto lugar da hierarquia do Governo.

Em final de Junho de 2006, aconteceu a segunda alteração na composição do Governo: Freitas do Amaral abandona o cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - o terceiro da hierarquia do Governo - por razões de "saúde", sendo substituído por Luís Amado, que transita da pasta da Defesa Nacional. Em substituição de Luís Amado no cargo de ministro da Defesa Nacional, o chefe do Governo nomeou Nuno Severiano Teixeira que, no segundo executivo de António Guterres (2000-2002), já exercera as funções de ministro da Administração Interna.

Um ano depois, em meados de Maio de 2007, a indicação do então ministro da Administração Interna António Costa para candidato do PS a presidente da Câmara de Lisboa provocou mais uma remodelação governamental cirúrgica. António Costa foi substituído por Rui Pereira no cargo.

A última remodelação governamental ocorreu no final de Janeiro de 2008, com a substituição de Isabel Pires de Lima por António Pinto Ribeiro na pasta da Cultura e Correia de Campos por Ana Jorge na tutela da Saúde - o ministro da Saúde era (a par com a ainda ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues) o membro do Executivo mais contestado, principalmente em resultado das suas medidas de encerramento de serviços.

  • 1885 leitores
  • 9 comentários

Video

Ministro Manuel Pinho ofende bancada do PCP

URL desta Notícia

http://publico.pt/1389992

Comentário + votado

Papa

Excesso de "Farinha Maizena"...Coitado!

Yukon

03.07.2009 15:25

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.