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Projecto "orientado para a discussão dos grandes temas"

Manuel Alegre anuncia criação de "movimento aberto de cidadãos"

28.01.2006 - 21:00 Por Lusa

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Manuel Alegre anunciou hoje a criação de um "movimento aberto, plural e transversal de cidadãos", com base na estrutura de apoio à sua candidatura às presidenciais, orientado para a "discussão de grandes temas".

Inácio Rosa/Lusa

Alegre escusou-se a esclarecer se irá continuar deputado do PS e vice-presidente da Assembleia da República

No final de uma reunião com a comissão política, mandatários e coordenadores da sua campanha presidencial, Manuel Alegre escusou-se ainda a esclarecer se irá abandonar o lugar de deputado na bancada do PS e de vice-presidente da Assembleia da República.

"As opiniões manifestaram-se maioritariamente no sentido de eu continuar a ocupar esses cargos, mas isso é uma decisão pessoal que tomarei em devido tempo", disse, questionado pelos jornalistas no final de uma reunião de cerca de quatro horas com algumas dezenas de colaboradores.

O movimento de cidadãos, que numa primeira fase será gerido pela ex-coordenadora nacional da campanha, Ana Sara Brito, será "orientado para a discussão dos grandes temas" do "contrato presidencial" com que Manuel Alegre se candidatou a Belém. Esses temas incluem assuntos como a justiça a desertificação do território, a igualdade de género ou a corrupção.

"Decidimos que este movimento não é convertível num partido político. Não se faz um partido político. Mas este movimento vai continuar como um movimento de cidadãos, um movimento aberto, plural, transversal, sem estruturas rígidas, orientado para a discussão dos grandes temas do meu contrato presidencial e outros que vão surgindo", afirmou Alegre.

Na prática, o movimento vai funcionar com base nas redes locais já constituídas e "reunir de maneira muito maleável", estando aberto a "pessoas filiadas ou não em partidos, para discutir as grandes questões nacionais".

Manuel Alegre assegurou ainda que o movimento - cuja próxima reunião não tem ainda data marcada - "não se vai projectar nem interferir na vida interna de qualquer partido político".

"É um movimento que não interfere nem tem nada a ver com os partidos políticos, nem se projecta em guerrilhas estéreis e inúteis dentro da vida de qualquer partido. Uma pessoa pode ser deste movimento e membro de um partido", argumentou.

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Comentário + votado

De baixa fraudulenta

O deputado Alegre, ainda por cima vice-presidente do parlamento e pessoa com a mania de dar lições, ...

Anónimo

30.01.2006 10:56

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