Campanha do PSD não terá comícios e é apresentada como “uma volta de verdade”
31.08.2009 - 13:45 Por Luciano Alvarez
Uma volta sem espectáculo e virada principalmente para o esclarecimento dos eleitores. Na campanha do PSD não haverá comícios, nem autocarros a transportar pessoas para encher salas e os tradicionais brindes ficam-se por uma caneta com o nome e o símbolo do partido. “É uma volta de verdade. Não queremos falsas mobilizações, não queremos espectáculo”, explicou hoje Agostinho Branquinho, director da campanha num encontro com os jornalistas em que também participou Manuela Ferreira Leite e o coordenador da volta, Emídio Guerreiro.
O PSD não irá fazer convites às principais figuras do partido para participarem na campanha. Manuela Ferreira Leite deixou-o claro. “Aos casamentos e baptizados não se vai sem ser convidado, mas a todas as outras iniciativas, tais como funerais, missas do sétimo dia e campanhas eleitorais vai quem quer.”
O período de campanha oficial só começa no dia 13, mas para os dirigentes sociais-democratas a campanha começou ontem com o discurso de Ferreira Leite na Universidade de Verão do PSD e não vai parar mais.
A campanha terá uma espécie de dia típico, embora sujeito a alterações. De manhã, haverá, em regra, uma reunião sectorial, com uma empresa ou uma organização da sociedade civil; as tardes serão reservadas para uma acção de rua, o chamado contacto com as populações e ao final da tarde início da noite terá lugar sessão pública numa sala ou auditório. Nestes encontros haverá um curto discurso do líder da distrital, do cabeça de lista local e terminará com uma intervenção de Manuela Ferreira Leite. Nos dias em que a campanha se cruze com a da JSD haverá também espaço para o líder dos “jotas” falar.
Segundo Ferreira Leite, este tipo de campanha sem comício, assumido no PSD como “um novo paradigma”, não vai retirar a dimensão de festa que as campanhas sempre têm. “A festa faz-se espontaneamente, nas acções de rua, por exemplo”, afirmou a líder social-democrata.
A presidente do PSD foi também questionada sobre a gripe A (H1N1) e os efeitos que poderia ter na volta ao país do PSD e considerou “impossível” ter algum tipo de cuidado nos contactos com a população para evitar ser contagiada.
O roteiro do PSD começa já amanhã, em Faro, e inclui passagens por todos os distritos do país e pelas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
Já nesta semana, a presidente do PSD estará nos distritos de Faro, Setúbal, Beja, Évora e Coimbra. Os dois últimos dias da campanha ainda estão em aberto, mas deverão ter lugar no Porto e em Lisboa.
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