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Congresso do PSD-Madeira

Alberto João Jardim quer saber se a Madeira é “autoviável”

28.05.2006 - 21:41 Por Lusa

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O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, desafiou hoje a sociedade madeirense a reflectir sobre “se a Madeira é ou não autoviável e auto-sustentável”, frisando, no entanto, que esta questão “nada tem a ver com separatismo”.

Homem de Gouveia/Lusa

Jardim lançou cinco questões para se “ir para casa pensar durante estes dois anos até 2008”

Alberto João Jardim lançou, hoje, no encerramento do XI Congresso Regional do PSD-Madeira, cinco questões para se “ir para casa pensar durante estes dois anos até 2008”. "Passados 30 anos de autonomia política, está na altura de vermos o que vamos fazer com isto", justificou.

“A compatibilidade de a Madeira viver com aquilo que se vai passando em Portugal”, “o mito da igualdade”, “a Madeira é ou não autoviável”, “a sociedade madeirense tem a força e a capacidade para ter a grandeza de sonhar” e “afinal o que é a política” são as cinco questões que João Jardim deixou à reflexão dos social-democratas e da sociedade madeirense em geral.

“Obviamente”, esclareceu, “quando falo se a Madeira é autoviável, não estou pensando em independência e muito menos em independências do tipo Cabo Verde ou Timor, num mundo que está cada vez mais global, num mundo em que cada vez mais se reforçam os grandes espaços. Só por razões muito trágicas é que se ia pensar em independências”.

“Com a qualidade de vida que nós atingimos”, continuou, “quer dentro do Estado português, quer dentro da União Europeia, obviamente que não íamos para aventuras como os cidadãos de Cabo Verde ou de Timor-Leste”.

Vincando ser "fundamental" ter as "contas feitas", considerou que a questão de saber se a Madeira "é auto-viável e auto-sustentável e em que termos, é uma matéria (à) a analisar profundamente".
"Uma das maneiras de governarmos bem a nossa casa é também sabermos com o que contamos", observou.

“Vamos reflectir sobre a compatibilidade da nossa vida com o estilo de vida que aqueles senhores, a partir de Lisboa, querem impor ao restante território nacional”, prosseguiu o líder do PSD-Madeira, introduzindo o tema da compatibilidade de “estilos” de vida entre a Madeira e Portugal.

“Nós queremos continuar na Pátria comum, mas estamos no direito de não querer aturar certas coisas e, portanto, a solução é encontrar um sistema jurídico que mantenha a coesão e a unidade nacional que não nos obrigue a aturar o que não queremos aturar.” Realçou, nesta sequência, não haver “igualdade” entre os social-democratas e o bloco “comuno-socialista” no sentido da realização de pactos ou consensos.

“Ou nós vamos pactuar com os comuno-socialistas, ou nós vamos adoptar, de uma vez por todas, a atitude que pode ser radical mas é necessária neste momento na vida da Madeira – a nossa vida política e comunitária não passa por qualquer pacto ou entendimento com esse tipo de gente”, argumentou.

Os delegados elegeram para a presidência da Mesa do Congresso e do Conselho de Jurisdição Nélio Mendonça e Luís Dantas, respectivamente.

De acordo com o líder do partido, Alberto João Jardim, reeleito por mais dois anos como presidente da Comissão Política Regional do PSD-Madeira nas eleições directas realizadas no passado dia 23 de Abril, com 72,1 por cento dos militantes com poder de voto (6889 inscritos), os membros do Conselho Regional foram renovados em cerca de 50 por cento.

As duas moções apresentadas ao Congresso, subscritas por Alberto João Jardim e Jaime Filipe Ramos (presidente da JSD-Madeira), foram aprovadas por unanimidade. O XI Congresso Regional do PSD-Madeira decorreu sob o lema “Consolidar e Desenvolver”, designação da moção de Alberto João Jardim, presidente do partido desde 1974 e presidente do Governo Regional desde 1978.

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Comentário + votado

madeira independente a nivel monetario

Concordo plenamente visto que muito do dinheiro do governo socialista.. "dos senhores de lisboa" ...

Anónimo

29.05.2006 22:27

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