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Apesar da vitória do "não" no referendo na Irlanda

Tratado de Lisboa: Durão Barroso quer que Estados continuem processo de ratificação

13.06.2008 - 16:46 Por Agências

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O presidente da Comissão Europeia instou hoje os Estados-membros a continuarem o processo de ratificação do Tratado de Lisboa, apesar de a vitória do “não” no referendo irlandês pôr em causa o projecto de reforma europeu.

Thierry Roge/Reuters


Apesar de ainda não serem conhecidos os resultados oficiais finais, “tudo indica que a Irlanda votou ‘não’ ao Tratado de Lisboa, afirmou Durão Barroso, numa conferência de imprensa em Bruxelas, sublinhando que a Comissão “respeita” a escolha dos eleitores irlandeses.

Contudo, Bruxelas “pensa que as ratificações que restam devem continuar a seguir o seu curso”, lembrando que dos 27 Estados-membros 18 já ratificaram, ou iniciaram o processo de ratificação.

Irlanda, por imposição constitucional, foi o único dos 27 a submeter o documento a consulta popular e o “não” de Dublin promete abrir uma nova crise na UE, semelhante à que criada em 2005 pela rejeição da fracassada Constituição Europeia na França e Holanda.

Durão Barroso revelou ter falado ao início da tarde com o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, e que este acredita que o Tratado de Lisboa “não está morto”, cabendo aos líderes europeus decidir na cimeira da próxima semana “como querem continuar” com a reforma das instituições.

Depois de ter admitido que a Comissão Europeia não tinha um “plano B” caso o referendo não correspondesse às suas expectativas, o presidente da Comissão Europeia tem agora a difícil tarefa de encontrar um consenso entre os líderes europeus sobre a forma de reagir ao “não” irlandês.

Em cima da mesa estão vários cenários, como o abandono simples do Tratado de Lisboa (que os líderes europeus não parecem dispostos a aceitar), a revisão do documento para convencer os eleitores irlandeses a votar “sim” num eventual segundo referendo ou a adopção de um mecanismo para os restantes 26 Estados-membros prosseguirem as reformas institucionais sem a Irlanda.

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