Suspeito de envolvimento em rede terrorista deverá ser transferido para cadeia de Monsanto
06.11.2007 - 20:29
O suspeito detido esta manhã no Porto, no âmbito uma operação contra uma alegada rede extremista islâmica a operar na Europa, deverá ser transferido para a cadeia de alta segurança de Monsanto, revelou uma fonte ligada ao processo, ouvida pela Lusa.
O homem, de origem magrebina, foi ouvido esta tarde por um juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto, tendo saído do local numa viatura da Polícia Judiciária.
Desconhece-se a medida de coacção aplicada pelo tribunal, mas suspeito foi detido na sequência de um mandado de captura europeu, emitido pela justiça italiana, com vista à sua extradição para o país.
Em conferência de imprensa, esta tarde em Lisboa, Luís Neves, coordenador da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), revelou que o suspeito estava "há três anos em Portugal e tem documentos que lhe permitem estar no espaço Shenghen".
O suspeito foi detido cerca das 09h00 na cidade do Porto, na mesma altura em que as autoridades italianas desencadeavam uma mega operação policial, que conduziria à detenção de pelo menos onze pessoas em quatro regiões do país (Milão, Bergamo, Regio Emília e Calábria).
Itália enviou a Portugal, França e Reino Unido mandados de captura europeus contra outros nove suspeitos, não havendo confirmação de que todos tenham sido cumpridos. Além do suspeito detido no Porto, as autoridades britânicas confirmaram a detenção de dois suspeitos, na região de Londres e Manchester, enquanto a polícia francesa confirmou a detenção de um cidadão tunisino em Seine-Saint-Denis, nos arredores de Paris.
De acordo com o ministro da Justiça italiano, Giuliano Amato, a mega-operação policial permitiu “decapitar uma rede salafita jihadista que operava a nível europeu, nomeadamente em Itália” e que se dedicava a “treinar pessoas e a conseguir meios” para atentados “no Afeganistão e no Iraque”. Na operação foram apreendidas quantidades não determinadas de veneno, dispositivos para o accionamento remoto de explosivos e manuais de guerrilha.
O ministro revelou que, até ao momento, não existem indícios de que o grupo estivesse a preparar ataques em Itália.
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