• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Foram mobilizados 3000 polícias e militares para o impedir

Presidente deposto das Honduras vai tentar outra vez passar a fronteira

25.07.2009 - 18:42 Por Agências

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O Presidente das Honduras, Manuel Zelaya, destituído do cargo por um golpe de Estado, afirma que vai tentar outra vez entrar em território hondurenho, tal como fez ontem – por breves minutos – a partir da fronteira com a Nicarágua. Os seus apoiantes concentram-se junto à fronteira, a sua mulher está lá também, mas ainda não é claro se tentará mesmo passar a fronteira, ou se se ficará por uma conferência de imprensa.

Daniel LeClair/REUTERS

Xiomara Castro de Zelaya, a mulher do Presidente deposto, espera por ele do lado hondurenho da fronteira

Apesar de parecer desafiador, Zelaya não parece ter grande vontade de entrar em confronto com as forças policiais e militares convocadas para impedir a sua entrada nas Honduras, relata a agência Reuters, no local.

“O povo hondurenho não aceita ditadores. Não podem governar este país à força de baioneta, nem eu o poderei fazer, se não chegarmos a um acordo”, disse Manuel Zelaya à Radio Globo, das Honduras, dirigindo-se a Roberto Micheletti, chefe do Governo de facto que o substituiu, desde 28 de Junho.

Os Estados Unidos, a ONU e vários presidentes da América Latina condenaram redondamente o afadtamento do poder de Zelaya. Mas também não estão a apoiar esta tentativa de entrar no território hondurenho sem autorização do Governo de Micheletti.

Mas há muitos apoiantes (e jornalistas) a dirigirem-se para a fronteira de Las Manos com a Nicarágua, apesar do recolher obrigatório decretado. Mas mais de 3000 militares e polícias estão no local, para impedir a entrada de Zelaya. "Vamos ficar aqui o tempo que for preciso, não podem continuar a reprimir o povo", disse à Reuters a mulher de Zelaya, Xiomara Castro.

Os apoiantes de Zelaya denunciaram que a polícia matou uma das pessoas que na véspera aguardavam a chegada do Presidente deposto junto à fronteira com a Nicarágua: “Testemunhas assistiram à detenção”, asseverava a hondurenha Radio Globo, relatando que o corpo do manifestante fora encontrado, com marcas de espancamento, perto de uma plantação de café e identificado por seus amigos. Tinha 25 anos e era oriundo de San Francisco, um bairro popular nas imediações de Tegucigalpa, capital das Honduras.

Micheletti tinha já qualificado como “irresponsável” a tentativa de entrada em território das Honduras feita ontem por Zelaya. “Se entrar nas Honduras será preso pela polícia nacional, como o exige a Constituição, e não por militares”, por traição e corrupção.

Notícia actualizada às 20h46

  • 614 leitores
  • 16 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1393304

Comentário + votado

democracia

Quem manda no pais é a vontade popular expressa nas eleições e não as forças armadas nem os ...

Simão

26.07.2009 12:07

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.