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Maior abstenção de sempre em 30 anos de eleições europeias

Eleitores europeus guinam a Europa à direita

08.06.2009 - 11:50 Por Agências

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Os partidos de direita registaram uma vitória expressiva sobre os socialistas nas eleições europeias de ontem, sufrágio que ficou marcado por um novo valor recorde de abstenção – 56,45, o valor mais elevado nos 30 anos de eleições europeias directas – e no qual os partidos de extrema-direita e anti-imigração capitalizaram igualmente alguns ganhos.

Reuters

Abstenção marcou acto eleitoral

Segundo as estimativas publicadas pelo Parlamento Europeu, os conservadores do Partido Popular Europeu (PPE) devem conseguir 267 do total de 736 assentos, mantendo o domínio da câmara – que antes tinha 785 deputados –, apesar de uma ligeira quebra percentual em relação a 2004 (agora com 36,3 por centro dos votos contra 36,7 de há cinco anos).

É um resultado bem acima do conseguido pelo grupo socialista, que não terá ido além dos 183 deputados – embora possam ainda ganhar algum terreno com a vintena de deputados eleitos pelos democratas italianos que deverão juntar-se aos socialistas. “É uma noite triste para a social-democracia na Europa, Estamos muito desapontados, é uma noite amarga para nós”, afirmou ainda ontem à noite o líder dos socialistas europeus, o alemão Martin Schulz, citado pela BBC online.

Atrás dos conservadores e socialistas europeus surgem os liberais, com um resultado estável de 81 deputados eleitos, e os Verdes que se reforçam significativamente com 50 assentos conquistados (possuíam 43 na anterior legislatura). Grupos políticos de franja, sobretudo os de extrema-direita, conseguiram eleger deputados na Holanda, na Áustria, Dinamarca, Eslováquia, Hungria, e também no Reino Unido onde o Partido Nacionalista obteve dois deputados, um feito inédito no país numa eleição a nível nacional.

O triunfo generalizado dos conservadores por toda a Europa deverá assegurar um novo mandato de José Manuel Barroso à frente da Comissão Europeia, sublinhava a AFP – tendo, de resto, a maioria dos dirigentes dos 27 países membros da UE já manifestado uma posição favorável à sua continuidade. “No geral, os resultados expressam uma vitória inegável daqueles partidos e candidatos que apoiam o projecto europeu e que querem ver a União Europeia a prosseguir uma política de respostas às preocupações quotidianas [dos eleitores]”, avaliou Barroso.

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Comentário + votado

t

Terramoto, Planeta. Tambem o comunismo se baseava na paz. Quando no Islao se fala em paz esquece-se ...

Sousa da Ponte

09.06.2009 18:24

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