Cavaco Silva diz que UE precisa de "novo fôlego" para mais democracia
25.03.2007 - 10:42 Por Lusa
O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que a União Europeia precisa de um "novo fôlego político" para agir com mais legitimidade democrática e apelou à mobilização de todos para a presidência portuguesa da UE.
"A União Europeia carece de um novo fôlego político que lhe permita decidir e agir com mais legitimidade democrática, mais eficiência e maior coesão. É o próprio mundo que reclama uma maior intervenção da Europa em defesa da paz, da estabilidade e equilíbrio das relações internacionais", afirmou.
O Presidente da República discursava numa sessão comemorativa dos 50 anos do Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Económica Europeia, que decorreu no Palácio de Belém, Lisboa.
Depois de ver a Banda do Exército tocar o hino nacional e da Europa, no Pátio dos Bichos, no Palácio de Belém, Cavaco Silva afirmou que a União Europeia tem que encontrar respostas para "os desafios económico e social, no quadro da globalização", para as alterações climáticas, e para "o desafio da segurança, hoje debaixo de ameaças novas e complexas".
O Presidente da República defendeu que a mobilização de todos os intervenientes na presidência portuguesa da União Europeia, no segundo semestre deste ano, é "um imperativo nacional" ao qual se associará.
"Será a terceira vez que o fará e, à semelhança das anteriores, espera-se que o faça de modo a prestigiar Portugal. A convergência de esforços e a mobilização de todos os intervenientes é um imperativo nacional. Imperativo a que me associo como Presidente da República", declarou.
Cavaco Silva salientou que Portugal beneficiou da adesão à União Europeia, mas também contribuiu para a integração europeia "com a sua identidade e o seu carácter, com a sua vocação externa e capacidade para estabelecer pontes entre regiões e civilizações".
Sublinhando que a "queda do muro de Berlim e a implosão do regime soviético também decorreram do sucesso da integração europeia", Cavaco Silva argumentou que o projecto europeu "tem sido uma verdadeira âncora de paz, estabilidade e progresso" para o continente.
"De uma Europa dividida, cheia de antagonismos e dilacerada pela guerra, passámos para uma Europa que se uniu em torno de uma nova solidariedade. Essa solidariedade tem um nome: integração europeia", disse, acrescentando que o alargamento é também uma prova do "sucesso da construção europeia".
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