• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Maioria das vítimas residia na região do delta do Irrawaddy

Birmânia: diplomatas americanos admitem mais de cem mil mortos no ciclone

07.05.2008 - 21:04 Por AFP, Reuters

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Diplomatas norte-americanos na Birmânia admitem que o número de vítimas mortais do ciclone que atingiu a Birmânia no último fim-de-semana poderá superar os cem mil, o que faria deste desastre natural um dos mais mortíferos das últimas décadas.

Sukree Sukplang /Reuters

Em vastas áreas do país, a população não tem acesso a água potável ou comida

“As informações que estamos a receber indicam que poderão existir bem mais de cem mil mortos na área do delta de Irrawaddy, a que terá sido mais atingida pelo ciclone “Nargis”, adiantou Shari Villarosa, encarregada de negócios da embaixada norte-americana em Rangum, numa declaração aos jornalistas por telefone.

Este balanço faria do "Nargis" o mais mortífero ciclone a atingir a região desde 1991, altura em que 143 mil pessoas perderam a vida no vizinho Bangladesh.

A diplomata diz que estes números não foram ainda confirmados, baseando-se apenas em cálculos de uma organização não-governamental estrangeira que opera no país e que optou por não identificar.

Contudo, Villarosa sublinha que os últimos números divulgados pelo Governo – perto de 23 mil mortos e mais de 40 mil desaparecidos – deixam antever um balanço próximo das 70 mil vítimas mortais, a grande maioria na zona do delta, principal zona produtora de arroz do país.

“A situação no delta parece cada vez mais horrorosa” à medida que os sobreviventes vão sendo retirados da zona e relatam o cenário que ali se vive, explicou a diplomata. Milhares de pessoas, afirma, terão perdido a vida enquanto dormiam nas suas casas, devastadas pela enorme onda criada pelo ciclone e que sábado varreu zonas costeiras e ribeirinhas.

O acesso à região continua a ser muito difícil, pois a maioria das estradas permanece alagada e muitas pontes foram destruídas. Os helicópteros militares são, muitas vezes, o único meio para resgatar sobreviventes e levar comida às áreas afectadas.

Na área de Rangum, as 600 a 700 mortes terão sido causadas, na grande maioria, pelos ventos fortes que derrubaram casas e árvores, lançando destroços a grande distância.

As inundações e os muitos cadáveres que permanecem por recolher nas zonas alagadas constituem focos de contaminação e em vastas regiões do país a população não tem acesso a água potável ou alimentos.

A difícil situação que se vive no país, denunciada pela oposição democrática, está a levar a comunidade internacional a pressionar a Junta Militar birmanesa a autorizar a entrada de ajuda humanitária. Até ao momento, Rangum apenas aceitou a ajuda da China e Tailândia e hoje anunciou que permitirá a entrada no país de um avião da ONU com ajuda humanitária e uma equipa do Departamento de Coordenação dos Assuntos Humanitários (Ocha).

  • 21 leitores
  • 12 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1328041

Comentário + votado

Interesses

Eu estive la ha um ano. Percorri milhares de kilometros, conheço o terreno. Subscrevo e assino o ...

Andre Rebelo

08.05.2008 14:14

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.