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PSP de Casal da Boba

Amadora: Manifestação de 500 pessoas contra morte de rapaz de 14 anos acaba em violência

17.01.2009 - 17:39 Por José Bento Amaro, (com Lusa)

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Pedras e sacos de lixo arremessados contra a esquadra da PSP de Casal da Boba, na Amadora, marcou o final da manifestação de cerca de 500 pessoas em protesto contra a morte de Kuku, o rapaz de 14 anos baleado por um agente da PSP durante uma perseguição policial no passado domingo, na freguesia da Falagueira.

Sara Matos

A comunidade da Amadora quer justiça pela morte do rapaz de 14 anos

As grades de protecção em redor da esquadra e as protecções nas janelas não inibiram que os projecteis entrassem no edifício, ferindo pelo menos uma agente, que acabou por ter de ser retirada da esquadra numa ambulância do INEM.

Comércio encerrado, por precaução, e muita tensão marcaram o ambiente deste protesto em que participaram António Pedro Dores, presidente da Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento (ACED), e o antigo aluno casapiano e advogado Pedro Namora que colabora com a ACED.

Segundo a agência Lusa, António Pedro Dores e Pedro Namora disseram aos jornalistas estarem presentes nesta manifestação em solidariedade com a família da vítima, tendo o primeiro criticado a falta de respeito das autoridades para com os familiares do jovem baleado não lhes dando qualquer tipo de informação sobre as investigações.

"Nós compreendemos bem a angústia da família perante uma situação dramática sem nenhum respeito das autoridades", disse António Pedro Dores aos jornalistas.

Segundo o dirigente da ACED, "a questão central é que se estão a matar pessoas".

Aludindo a informações divulgadas na imprensa, segundo as quais o tiro fatal teria sido disparado a cerca de 10 centímetros da cabeça do jovem, António Pedro Dores defendeu que os cidadãos portugueses independentemente da classe social a que pertencem devem ter "garantias" de que "coisas destas são para ser investigadas e julgados de facto".

Realçou ainda que existe na sociedade portuguesa uma "insegurança" relativamente à capacidade da justiça "fazer investigações sérias e chegar a conclusões".

Questionado sobre se tem algum elemento ou indício que lhe permita dizer que estão a tentar abafar este caso, António Pedro Dores rejeitou qualquer "teoria da conspiração", mas sublinhou que "a justiça em Portugal funciona mal a todos os níveis".

O mesmo responsável da ACED criticou também a forma de actuação policial nos chamados bairros problemáticos, considerando que muitas vezes este comportamento serve apenas para fins políticos de algum ministro "mais inseguro".

Pedro Namora disse aos jornalistas estar "solidário com esta luta que visa protestar contra a violência policial".

O advogado criticou o facto de alguns responsáveis políticos tentarem "identificar a violência com os negros e os ciganos".

"Mais de que um problema rácico é um problema das pessoas pobres", referiu Pedro Namora, alegando que se o tiro foi disparado a 10 centímetros da vítima isso "é claramente um homicídio e uma execução".

Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP informou na altura, a vítima ameaçou a polícia com uma "pistola de calibre 6.25 mm adaptada".

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Comentário + votado

I-tq

Luis é muito facil falar quando não conhecemos a vida nos bairros sociais, todos nós sabemos o quao ...

I-tq

23.01.2009 09:12

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