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Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, acolhe adeptos esta tarde

Alentejo recebe primeira Conferência Nacional da Sesta

01.04.2006 - 16:42 Por Lusa

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A cidade alentejana de Estremoz recebe até ao final da tarde de hoje a primeira Conferência Nacional da Sesta. Até às 19h00, os adeptos da soneca vão juntar-se a médicos e sociólogos especialistas e falar sobre os benefícios de dormir após o almoço.
O famoso descanso após o almoço é considerado "restaurador de energias e não um vício de preguiçosos" O famoso descanso após o almoço é considerado "restaurador de energias e não um vício de preguiçosos" (Nelson Garrido/PÚBLICO (arquivo))

A sesta é "uma pausa natural, que ajuda a saúde física, psíquica e mental das pessoas", defende o presidente da comissão instaladora da Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta (APAS), Prates Miguel, um dos presentes na conferência que decorre no Teatro Bernardim Ribeiro e que pretende sensibilizar para os benefícios deste hábito de vários portugueses.

Prates Miguel, advogado e um dos fundadores da APAS, justifica ainda a iniciativa com a necessidade de divulgar a sesta enquanto "postura natural e salutar, restauradora de energias e não um vício de preguiçosos e de fuga ao trabalho".

Abordagem antropológica à sesta, sono e saúde, a sesta e o uso do tempo e a sesta e saúde mental são alguns dos temas da conferência, que conta com o apoio do município de Estremoz.

A Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta, com sede em Ansião, distrito de Leiria, tem cerca de 200 associados, entre os quais o antigo Presidente da República Mário Soares.

Fundada em Junho de 2003, a associação tem membros nos 18 distritos do continente e o seu objectivo, a curto prazo, passa por ter associados em todos os concelhos.

Os seus dirigentes estão convictos de que a sesta "fará a diferença, para melhor" nos locais onde tem aderentes, "num tempo cada vez mais marcado pelo pulsar alucinante do fluir acelerado dos quotidianos".

"A arte da pausa restauradora de energias e a harmonia dos ritmos biológicos serão referência da qualidade de vida", alegam os responsáveis da APAS.

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