Mário Nogueira insiste que Governo deve dizer às escolas para não começarem avaliação
29.10.2009 - 20:10 Por Lusa
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) insistiu hoje que o Governo diga às escolas que não têm que fechar até sexta-feira os calendários para o novo ciclo avaliativo, prevendo que a avaliação será suspensa dentro de meses.
“Nós aguardamos ainda até amanhã que alguém no Governo diga às escolas que não tem que fechar os calendários para o novo ciclo avaliativo com o modelo de avaliação em vigor”, afirmou Mário Nogueira.
Se as escolas tiverem que avançar com o novo ciclo avaliativo, será uma perda de tempo e desperdício de esforços numa altura em que se perspectiva a suspensão da avaliação “dentro de meses, pela Assembleia da República”, afirmou.
“As escolas vão entrar num processo de reorganização interna, reduções de componente lectivo, nalguns casos contratação de novos professores, a escolha se querem modelo simplificado ou completo, e tudo isso para que, dentro de dois meses ou três, a avaliação seja suspensa pela Assembleia da República e, dentro de quatro meses, haja outro estatuto da carreira docente”.
“Não há nenhuma possibilidade de intervenção legal, a Assembleia da República não funciona em pleno e o governo ainda não publica decretos mas deve haver uma informação política por parte do Governo”, defendeu.
O secretário-geral da FENPROF falava aos jornalistas no final de uma audiência com o líder do CDS-PP, Paulo Portas, com o qual houve “pontos de contacto” sobre os princípios de um novo sistema de avaliação.
Mário Nogueira disse ter ficado satisfeito por o CDS-PP “pôr à cabeça” da revisão do estatuto da carreira docente a necessidade de pôr fim à divisão das carreiras entre titulares e não titulares.
Mário Nogueira disse que ao fim de reuniões com cinco partidos – só falta o PS – estão todos de acordo que é preciso suspender a avaliação e acabar com a divisão da carreira.
Mário Nogueira disse que “houve pontos de convergência grandes” na reunião com o CDS-PP que defende um modelo “inspirado no sistema particular e cooperativo”, alertando no entanto que este modelo não pode ser transposto na totalidade para o ensino público.
“Há aspectos do modelo particular e cooperativo que não são transponíveis. No ensino particular, a avaliação é anual, aqui deve concretizar-se no momento em que os docentes mudam o seu escalão, e o CDS também concorda”.
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