Portas diz que Governo não pode aceitar “delação” no professor afastado da DREN
27.05.2007 - 18:51 Por Lusa
O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, considerou hoje que o Governo “não pode aceitar um caso de delação” como o do professor Fernando Charrua, a quem foi levantado um processo disciplinar por alegadamente ter insultado o primeiro-ministro, José Sócrates.
“Tenho pena que, ao fim de tantos dias, o Governo ainda não tenha percebido o que está em causa”, referiu Paulo Portas, no final do XVI Congresso da Juventude Popular (JP), nas instalações da Faculdade de Medicina da Covilhã.
Questionado sobre se a directora regional de Educação do Norte devia ser demitida, Paulo Portas disse apenas ser “muito claro” nas suas declarações.
“Este caso nunca devia ter acontecido”, disse, considerando-o “próprio de outros regimes e não de um regime democrático”.
Pedro Moutinho preside agora à JP
O tema foi um dos que mais empolgou a plateia e o líder do CDS-PP no discurso de encerramento do Congresso da JP.
“Não há um Big Brother nos edifício públicos a ouvir o que cada um dos cidadãos pensa”, acrescentou depois aos jornalistas. “Tudo o que possa diminuir a privacidade é um erro grave”.
O líder do CDS-PP falava no final do congresso da JP em que Pedro Moutinho, do Porto, foi eleito presidente e escolheu o ministro da Economia, Manuel Pinho, como um dos alvos no seu discurso.
O novo líder da JP acha que, “no mundo globalizado de hoje, já nem faz sentido haver um Ministério da Economia”.
A ideia foi defendida ao criticar as recentes intervenções de Pinho, em defesa da fábrica da Delphi, na Guarda, e de postos de trabalho.
Restam 1200 caracteres
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.

