Movimento Portugal Pró-Vida contra educação sexual obrigatória nas escolas
14.03.2009 - 16:11 Por Lusa
O movimento católico Portugal Pró-Vida não quer aulas obrigatórias de educação sexual nas escolas portuguesas, informou o presidente Luís Botelho Ribeiro. "A obrigatoriedade dos alunos frequentarem as aulas de educação sexual é anti-democrática e muito perigosa para a sociedade portuguesa", referiu a mesma fonte.
A I Convenção Portugal Pró-Vida iniciou-se, esta manhã, em Guimarães, com o tema "Valorizando a vida, superamos a crise". Contra o aborto, o movimento assume uma nova "luta" contra a existência de aulas de educação sexual nas escolas e contra a obrigatoriedade da sua frequência.
"Enquanto pais, o Estado está-nos a tirar o direito de decidir sobre a educação que queremos dar aos nossos filhos e isso é claramente anti-constitucional", salientou o presidente do PPV. "As ideias e os ensinamentos que vão ser transmitidos aos estudantes vão fazer com que, daqui a poucos anos, tenhamos uma geração de portugueses para quem nada é proibido nem moral, nem eticamente", frisou Luís Botelho Ribeiro.
As conclusões da convenção, que termina esta tarde com uma missa, serão entregues à Conferência Episcopal Portuguesa. "Nos manuais de educação sexual que já tivemos oportunidade de ver só se fala de sexo. Não há uma única referência ao amor, ao casamento e aos filhos", referiu a mesma fonte.
Detentor de um "projecto político" que tem a família como base do Estado e da sociedade, o movimento Portugal Pró-Vida é a mesma organização que, no dia 25 de cada mês, faz vigílias contra o aborto em frente a alguns hospitais e clínicas privadas.
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