• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Líder do BE diz que tudo o que o Governo faz agrava problemas nas escolas

Louçã critica qualquer tentativa de criminalização da indisciplina escolar

30.03.2008 - 18:12 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, criticou hoje qualquer tentativa de judicialização ou criminalização dos problemas de indisciplina escolar, considerando que levar para os tribunais essas questões é desistir de as combater. "Judicializar ou criminalizar não resolve os problemas de indisciplina", afirmou o bloquista, num encontro com professores promovido na sede do partido, em Lisboa.

Daniel Rocha (arquivo)

Francisco Louçã condenou transformação dos casos que são tornados públicos em "telenovela mexicana"

Recordando que o Presidente da República, Cavaco Silva, irá receber em Belém o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, para falar sobre a violência escolar, Francisco Louçã rejeitou que sejam os tribunais a resolver os problemas de indisciplina nas escolas. "Não é o tribunal que vai resolver a indisciplina, o tribunal resolve crimes", sublinhou, considerando que levar os problemas de indisciplina para dentro de um tribunal "é desistir de os combater".

O líder do Bloco de Esquerda salientou ainda que "o tempo da escola não é o tempo dos tribunais", não podendo a escola esperar anos para ver resolvido um problema. "O tempo da escola é o dia", declarou. Contudo, acrescentou, compreende-se que o Presidente da República queira ouvir Pinto Monteiro, não vendo o Bloco de Esquerda "grande problema" no encontro que inicialmente estava agendado para segunda-feira, mas que foi adiado por Cavaco Silva estar com gripe.

Ainda a propósito da indisciplina nas escolas, Francisco Louçã condenou a "tentação mórbida" de tentar transformar os casos que são tornados públicos numa "telenovela mexicana", numa alusão implícita à situação que envolveu uma aluna de 15 anos da Escola Secundária Carolina Michaëlis, no Porto, e uma professora, no último dia de aulas antes das férias da Páscoa. A docente terá alegadamente sido vítima de violência física e verbal por parte da aluna, depois de a professora lhe retirar um telemóvel, cujo uso é proibido durante as aulas.

Francisco Louçã, que falava perante uma plateia de algumas dezenas de professores, deixou ainda duras críticas à política do Governo para a Educação, considerando que o executivo de maioria socialista "despreza todas as questões essenciais da vida educativa", como o insucesso escolar ou a falta de qualidade dos estabelecimentos de ensino. "São questões que não se resolvem perseguindo os professores. Tudo que o Governo faz agrava os problemas das escolas", sublinhou.

Sobre o sistema de avaliação de desempenho dos professores, o líder do BE renovou as críticas que o seu partido tem feito, classificando-o como "um labirinto que nenhuma escola consegue resolver". Além disso, continuou, o Governo continua a fingir que impõe o modelo, sem ouvir as críticas dos responsáveis das escolas, que consideram que o sistema de avaliação de desempenho dos professores é "um modelo desadequado" e sem "nenhuma viabilidade".

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.