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Autoria da convocação do protesto permanece incógnita

Fenprof demarca-se de manifestação à porta da sede do PS

16.02.2008 - 19:48 Por Lusa

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O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) demarcou-se da manifestação de professores realizada esta tarde junto à sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, dizendo que a estrutura não tem nada a ver com o protesto e que não faz "a mínima ideia" de quem o organizou.

Paulo Pimenta (arquivo)

O secretário-geral da Fenprof diz que o protesto "só é possível porque os professores estão extremamente indignados com o governo"

"A Fenprof não convoca manifestações para a porta de partidos políticos em dias em que se realizam reuniões internas dos seus militantes", frisou Mário Nogueira.

Dezenas de pessoas concentraram-se esta tarde à porta da sede do PS, manifestando-se contra a política educativa do Governo e assobiando professores militantes socialistas e o secretário-geral do PS, José Sócrates, que entravam para uma reunião.

À Lusa, vários dos presentes disseram ser professores convocados por SMS para se juntarem hoje, às 16h00 horas, no Largo do Rato, admitindo, no entanto, desconhecer quem convocou o protesto.

Mário Nogueira disse não fazer "a mínima ideia de quem enviou os emails e SMS" a convocar o protesto e garantiu que estas mensagens não foram reencaminhadas - como era pedido no seu conteúdo - por nenhum dirigente da federação. "Falei com os presidentes de todos os sindicatos [dos seis que integram a Fenprof] e ninguém faz a mínima ideia de quem enviou estas mensagens anónimas", vincou.

Mário Nogueira disse ainda que, na terça-feira, vai ser anunciada uma "grandiosa luta dos professores para exigir o envolvimento de milhares de docentes" e que se realizará ainda antes da Páscoa.

Contactado telefonicamente enquanto participava no congresso da CGTP-IN, o sindicalista disse ainda que "a Fenprof não se demarca dos protestos dos professores, mas deste em si". "Isto só é possível porque os professores estão extremamente indignados com o governo", concluiu.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, considerou a manifestação "absolutamente lamentável" e afirmou que se tratavam de "militantes.

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Sobre a última opinião

Os professores foram sempre avaliados,nunca tiveram progressão automática , não estão nem nunca ...

Fátima Figueiredo

09.03.2008 16:57

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