CDS-PP vai pedir esclarecimentos ao Governo sobre caso da Covilhã
09.10.2007 - 16:19 Por Lusa, PUBLICO.PT
O CDS-PP vai pedir esclarecimentos ao Governo sobre a visita de agentes da PSP à delegação do Sindicato dos Professores da Região Centro na Covilhã, na véspera de um protesto contra a política educativa do Executivo prevista para a deslocação do primeiro-ministro à cidade.
"Encaramos esta situação com perplexidade e preocupação", afirmou o deputado do CDS-PP Nuno Magalhães em declarações à Lusa, considerando que este "vem no seguimento de outros casos". "Quem quer que seja que faça uma crítica ao Governo ou é demitido ou é objecto de buscas", criticou o deputado democrata-cristão.
Para Nuno Magalhães, "é normal" que as forças de segurança preparem o acompanhamento de uma manifestação, até para segurança dos manifestantes, através de diligências ao nível do trânsito e corte de estradas. "Outra coisa é parecer que querem controlar uma manifestação, o que é gerador da maior perplexidade", referiu, antecipando que o CDS irá apresentar um requerimento dirigido ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a pedir esclarecimentos sobre o caso.
"Sabendo de antemão que outros partidos irão pedir a presença do ministro em comissão parlamentar e da prática reiterada do PS de rejeitar essas audições, o CDS irá pedir esclarecimentos por escrito, em forma de requerimento", justificou. De acordo com o novo regimento da Assembleia da República, o Governo deve responder aos requerimentos dos deputados num prazo máximo de 30 dias.
Ontem, dois polícias "à civil" entraram na sede do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) na Covilhã e levaram dois documentos de informação referentes à acção de protesto marcada para hoje pela União de Sindicatos de Castelo Branco contra as políticas do Governo.
O SPRC, filiado na Fenprof, considerou, em comunicado, que se tratou de uma "acção de características pidescas" e que justifica a apresentação de queixa sobre "esta violação dos direitos democráticos" ao Presidente da República, Parlamento, Provedoria de Justiça e Procuradoria-Geral da República. Ainda ontem, o ministro da Administração Interna ordenou que fosse instaurado um processo de averiguações para apurar os factos ocorridos na Covilhã.
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