Bolsas por dificuldades financeiras aumentam entre estudantes universitários
16.06.2009 - 17:41 Por Nuno Simas
No ano lectivo 2008/2009, e até 31 de Maio, foram “despachados” mais 82 processos para bolsas de estudantes por dificuldades financeiras, a que se juntam os 933 casos em que a situação é revista por um dos membros do agregado familiar estar no desemprego. Isto, num universo de 73 mil estudantes beneficiários da Acção Social Escolar (ASE). Resultado: a crise vai custar mais milhão de euros à ASE neste ano.
Estes números foram apresentados pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, numa audição conjunta das comissões parlamentares de Ética, Sociedade e Cultura e da Educação e Ciência.
Para o próximo ano lectivo, o Governo planeia mais medidas de apoio aos estudantes, nomeadamente ao reforço da bolsa de Erasmus em 50 por cento ou ainda o alargamento da ASE aos imigrantes, além da redução dos prazos para a atribuição destas prestações.
No tema em que os deputados mais questionaram o ministro – a revisão do Estatuto da Carreira Docente do Politécnico – Mariano Gago invocou o facto de estarem em curso negociações com os sindicatos para dizer… pouco, além de repetir as posições de princípio.
O ministro disse e repetiu que o objectivo do Governo com a revisão do estatuto é “qualificar e garantir que só se entra para um lugar na carreira com concurso e acabar com as contratações automáticas”.
Os sindicatos questionam esta proposta e para a mesma hora em que o governante era ouvido na Assembleia da República estavam previstas concentrações de protesto em todo o país.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Xufre, a iniciativa partiu dos Institutos de Engenharia de Lisboa, Porto e Coimbra, tendo a estrutura sindical ajudado na divulgação e dinamização do protesto junto dos institutos politécnicos do país, local das concentrações.
No início do mês, centenas de professores concentraram-se nas escadarias da Assembleia da República, em Lisboa, para manifestar a sua indignação perante as alterações que o Governo pretende introduzir nos estatutos da carreira dos docentes do ensino politécnico.
Restam 1200 caracteres
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.

