• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Ministério da Educação pondera reduzir para três o número de provas

Associação de Professores de Português concorda com redução de exames nacionais

06.12.2005 - 17:59 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O presidente da Associação de Professores de Português (APP) concorda com a eventual redução do número de exames nacionais do 12º ano e não considera problemático que deixe de ser obrigatória a prova de Português.

Daniel Rocha/PÚBLICO

Segundo a proposta do Governo, deixariam de ser obrigatórias as provas de Português e Filosofia

"Para concluir o secundário não me parece que seja fundamental fazer exames a todas as disciplinas", disse hoje à Lusa Paulo Feytor Pinto. O responsável da comentava uma notícia publicada hoje pelo PÚBLICO, segundo a qual o Ministério da Educação quer reduzir para três o número de exames nacionais que os alunos têm de fazer no final do ensino secundário, quando até agora faziam cinco em média.

Segundo a proposta, os estudantes passariam a fazer apenas três provas de avaliação externa e as de Português e Filosofia deixariam de ser obrigatórias.

A tutela quer que os estudantes deixem de fazer exame nacional obrigatório a Português, no final do ensino secundário, em todos os cursos científico-humanísticos, excepto no de Línguas e Literaturas.

Na opinião de Paulo Feytor Pinto, esta não é uma medida problemática desde que a disciplina de Português continue a ser nuclear e ministrada em todos os cursos do ensino secundário.

Segundo o presidente da APP, contrariamente ao que dizem os que advogam os exames, que as provas promovem a qualidade das aprendizagens, os resultados dos exames nacionais e da nota interna dos alunos entre 1999 e 2004 na disciplina de Português não mostram qualquer melhoria no desempenho dos alunos. "Os resultados não indicam isso. Evidenciam os problemas, mas não contribuem para os resolver e as médias até baixaram entre 1999 e 2004", disse.

Para Feytor Pinto a intenção desta medida parece ser desligar o final do secundário do início do superior, o que é bem visto pela associação, que defende que deveria ser o ensino superior a fazer as provas de ingresso em vez do sistema actual em que são usados os exames nacionais de conclusão do ensino secundário. "Teria toda a lógica que fosse da competência do ensino superior", concluiu.

  • 17 leitores
  • 3 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1241159

Comentário + votado

Isto é inadmissível!

O exame não tem de corrigir erros - se os detecta, óptimo, cumpre parte da sua função. A resolução ...

Anónimo

08.12.2005 14:58

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.