Associação de Professores de Português concorda com redução de exames nacionais
06.12.2005 - 17:59 Por Lusa
O presidente da Associação de Professores de Português (APP) concorda com a eventual redução do número de exames nacionais do 12º ano e não considera problemático que deixe de ser obrigatória a prova de Português.
"Para concluir o secundário não me parece que seja fundamental fazer exames a todas as disciplinas", disse hoje à Lusa Paulo Feytor Pinto. O responsável da comentava uma notícia publicada hoje pelo PÚBLICO, segundo a qual o Ministério da Educação quer reduzir para três o número de exames nacionais que os alunos têm de fazer no final do ensino secundário, quando até agora faziam cinco em média.
Segundo a proposta, os estudantes passariam a fazer apenas três provas de avaliação externa e as de Português e Filosofia deixariam de ser obrigatórias.
A tutela quer que os estudantes deixem de fazer exame nacional obrigatório a Português, no final do ensino secundário, em todos os cursos científico-humanísticos, excepto no de Línguas e Literaturas.
Na opinião de Paulo Feytor Pinto, esta não é uma medida problemática desde que a disciplina de Português continue a ser nuclear e ministrada em todos os cursos do ensino secundário.
Segundo o presidente da APP, contrariamente ao que dizem os que advogam os exames, que as provas promovem a qualidade das aprendizagens, os resultados dos exames nacionais e da nota interna dos alunos entre 1999 e 2004 na disciplina de Português não mostram qualquer melhoria no desempenho dos alunos. "Os resultados não indicam isso. Evidenciam os problemas, mas não contribuem para os resolver e as médias até baixaram entre 1999 e 2004", disse.
Para Feytor Pinto a intenção desta medida parece ser desligar o final do secundário do início do superior, o que é bem visto pela associação, que defende que deveria ser o ensino superior a fazer as provas de ingresso em vez do sistema actual em que são usados os exames nacionais de conclusão do ensino secundário. "Teria toda a lógica que fosse da competência do ensino superior", concluiu.
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