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Literatura

Prémio Camões: João Ubaldo Ribeiro diz que galardão é uma honra e reconhece "obra feita, traduzida e consagrada"

27.07.2008 - 09:43 Por Lusa

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O escritor João Ubaldo Ribeiro, que foi ontem distinguido com o Prémio Camões 2008, disse à Lusa que é "uma honra" receber o galardão e admitiu que se considerava na lista dos que o podiam ganhar.

Adriano Miranda/PÚBLICO

O escritor baiano, nascido na Ilha de Itaparica, a 23 de Janeiro de 1941, lembrou que tem uma obra feita, traduzida e consagrada

"Confesso que ainda não tive tempo de 'receber' esta notícia, mas é uma honraria. Recebi muito bem", afirmou à Lusa, logo após ter ficado a saber que foi distinguido com o mais importante galardão literário atribuído a autores de língua portuguesa.

Questionado sobre se o prémio foi uma surpresa, João Ubaldo admitiu que estava "no 'team' dos que poderiam ganhar" o galardão.

"A surpresa foi porque hoje [ontem] é sábado e eu não fazia ideia de que hoje seria divulgado o vencedor do Prémio Camões. Eu sabia, entretanto, que mais cedo ou mais tarde eu ganharia o prémio", assinalou João Ubaldo Ribeiro, admitindo ter consciência do seu valor.

O escritor baiano, nascido na Ilha de Itaparica, a 23 de Janeiro de 1941, lembrou que tem uma "obra feita, traduzida e consagrada, objecto de teses de mestrado e doutoramento em países estrangeiros".

É de sua autoria, entre vários outros livros, "Setembro não faz sentido", o seu primeiro romance (1963), "Política", "Viva o Povo Brasileiro", que percorre quatro séculos da história brasileira, "Sargento Getúlio", "O Sorriso do Lagarto", "Um brasileiro em Berlim" e "A Casa dos Budas Ditosos".

Este último foi um grande sucesso editorial, mas o seu lançamento em Portugal causou polémica pelo facto de dois estabelecimentos comerciais terem proibido a venda do romance, que tem um extenso conteúdo erótico.

O seu livro "Viva o Povo Brasileiro" foi indicado para o exame de "agrégation", um concurso nacional realizado em França para os detentores de diploma de graduação.

João Ubaldo Ribeiro não manifestou preferência por nenhum de seus livros.

"É como se fossem filhos. Gosto de todos", afirmou à Lusa.

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Grande Ubaldo

Em Itaparica a sensualidade desbunda radioactiva. Vem do interior da terra,mas, ao contrário da ...

Manuel Leão Ramos

28.07.2008 15:21

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