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MInistro da Cultura está hoje no Côa para uma "visita técnica"

Parque do Côa poderá vir a ser gerido em parceria com autarquias e privados

29.08.2009 - 10:56 Por Luís Miguel Queirós

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O ministro da Cultura visita hoje o Côa, numa deslocação anunciada como "visita técnica" mas da qual poderão sair algumas novidades sobre o modelo de gestão que está a ser pensado para o parque e para o futuro museu, cujo edifício está concluído, mas que só deverá ser inaugurado no final do ano ou mesmo em 2010.

DR

O modelo de gestão do Parque do Côa poderá ser alterado

Pinto Ribeiro irá hoje ao Museu do Douro e intervirá, depois, numa sessão, na qual falarão também o director e o sub-director do Igespar - Elísio Summavielle e João Pedro Ribeiro -, e ainda o presidente da câmara de Foz Côa, o socialista Emílio Mesquita.

Um dos assumidos objectivos do Museu do Côa, que foi projectado pelos arquitectos Tiago Pimentel e Camilo Rebelo e custou cerca de 17,5 milhões de euros, era o de dotar o parque de uma estrutura de acolhimento que lhe permitisse receber grandes grupos de visitantes. Previa-se que fosse inaugurado ainda este Verão e, segundo João Pedro Ribeiro, o edifício está, de facto, concluído e falta apenas finalizar alguns arranjos exteriores e acabar de montar os núcleos expositivos. No entanto, pode haver também razões políticas para este adiamento. O autarca de Foz Côa defende que o museu só deve abrir quando estiver decidido o modelo de gestão do parque e sugere que a melhor altura para o inaugurar seria em Fevereiro de 2010, na época das amendoeiras em flor, que costumam atrair muitos visitantes à região.

Emílio Mesquita defende uma gestão partilhada entre o Estado e os vários municípios da região do Côa - com responsabilidades acrescidas para as autarquias cujo território seja abrangido pelo parque - e encara a possibilidade de, num futuro próximo, alargar essa parceria a privados. Um modelo que afirmou já ter discutido com José António Pinto Ribeiro, que teria visto com bons olhos a proposta. "Foi isto que ficou falado com o ministro, e julgo que de uma maneira firme", diz Mesquita, cujo objectivo é aumentar significativamente o número de visitantes do parque, assegurando infra-estruturas de hotelaria e restauração para os turistas e alterando o modelo actual de visitação, dependente da disponibilidade de jipes e guias. "Quero que as pessoas venham ver as gravuras e não vão embora sem as ter visto, como sistematicamente tem acontecido", afirma o autarca, acrescentando: "Este ano fizeram-se 15 mil visitas, e 15 mil visitantes qualquer tasca os tem; perto disso tivemos nós nas exposições do nosso Centro Cultural." As propostas do autarca implicariam alterar o modelo de gestão até agora previsto e que se esperava que ficasse plasmado no decreto regulamentar do parque, que está há vários anos a ser preparado. O que tinha sido anunciado é que o futuro museu ficaria na dependência do parque, actualmente dirigido pela arqueóloga Alexandra Lima - que ontem não foi possível ouvir -, e que este último se manteria na tutela exclusiva do Estado, através do Igespar.

Contra a alteração destes princípios já se pronunciou o PCP. Pedro Branquinho, que é funcionário do parque mas que falou ao PÚBLICO enquanto cabeça-de-lista do PCP pela Guarda, defende que o museu "deve ficar integrado numa rede nacional dirigida pela administração central" e, embora não rejeite "o envolvimento das autarquias locais", defende que estas "não têm recursos humanos que lhes permitam assumir a gestão de um museu desta envergadura".

Embora não haja confirmação oficial de que esteja ser preparado um novo modelo de gestão, as declarações ao PÚBLICO do subdirector do Igespar, João Pedro Ribeiro, parecem indicar que a visão da tutela poderá não estar demasiado distante da do autarca de Foz Côa, quer na necessidade de articular a defesa e divulgação do património com o desenvolvimento do turismo, quer no que respeita aos modelos de visitação. "É preciso criar uma dinâmica coincidente com a dinamização do turismo no Douro", diz João Pedro Ribeiro, ressalvando que se quer "um turismo de grande impacto, mas sustentado". O subdirector do Igespar admite ainda que o Parque do Côa se possa dividir em zonas com diversos graus de protecção: "Sítios onde não entra ninguém, outros em que se pode entrar com guias, zonas em que se pode fazer uma caminhada a pé, sozinho, e ainda outras onde se possam fazer piqueniques."

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Chamem a EDP

Construam a barragem e uma sociedade com mini-submarinos para visitar as gravuras. É útil, dá ...

Anónimo

30.08.2009 11:19

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