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Aos 84 anos

Morreu o actor Charlton Heston, uma das últimas lendas vivas de Hollywood

06.04.2008 - 09:37 Por Lusa

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O actor Charlton Heston, uma das últimas lendas vivas de Hollywood, morreu ontem na sua casa de Beverly Hills, anunciou hoje a sua família em comunicado.

Fred Prouser/Reuters (arquivo)

Heston em 2002

Charlton Heston, que se notabilizou graças a papéis heróicos em super-produções como “Ben Hur” ou “Os Dez Mandamentos”, faleceu aos 84 anos de idade. Sofria de doença de Alzheimer.

Nascido em Outubro de 1923, Heston iniciou a carreira na rádio e no teatro, fez cursos de arte dramática na North Western University e serviu na Força Aérea durante a II Guerra Mundial.

Só em 1945 o actor com estatura de atleta - tinha mais de dois metros de altura - e olhos azuis tentou a sorte na Broadway. A grande estreia foi em 1947, com "António e Cleópatra", e um ano depois o papel numa adaptação para televisão de "Júlio César" deu-lhe acesso a Hollywood.

Na década seguinte interpretaria alguns dos papéis mais marcantes da história do cinema, com destaque para Judah Ben-Hur, que lhe valeu em 1959 o único Óscar da Academia, mas também o de Moisés em "Os Dez Mandamentos" (1956). Estes são, no entanto, apenas os mais famosos de uma carreira que se prolongou por meio século, uma das longas da história do cinema, embora nem sempre com o reconhecimento unânime da crítica. "Fiz papel de cardeal e de cowboy, de reis e jogadores de futebol, de presidentes e de pedintes, de loucos e de burlões", afirmou numa entrevista recente.

Nos anos 60, utilizou o seu protagonismo para defender causas relacionadas com os direitos humanos, tendo acompanhado mesmo Martin Luther King durante a Marcha pelos Direitos Civis a Washington, em 1963, usando uma faixa onde se lia: “Todos os homens nascem iguais”.

Em 1998, exactamente 20 anos depois de ter participado num debate televisivo onde pediu apoio ao Presidente Jimmy Carter na sua tentativa de controlar a venda de armas nos EUA, rodeou-se de polémica ao tornar-se presidente da National Rifle Association (NRA), um dos mais poderosos “lobbies” americanos para a liberalização de armas no país.

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Cultura: As contradições de Moisés

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http://publico.pt/1324915

Comentário + votado

Veia totalitária

De facto, como podem consultar na página do CDC (...), rm 2005 morreram 43667 norte-americanos ...

Filipe

07.04.2008 00:45

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